Motoristas do transporte paralisaram as atividades por falta de salários; ouça a entrevista com o presidente do Sindicato
A cidade de Ribeirão Preto enfrenta uma paralisação total do transporte público devido a atrasos salariais dos motoristas. A greve, iniciada na manhã de hoje, afeta os 340 veículos das duas garagens da cidade, deixando a população sem acesso ao serviço.
Atrasos Salariais e a Paralisação
Segundo João Henrique Bueno, presidente do sindicato dos motoristas, o pagamento de janeiro foi feito apenas em 50% na sexta-feira, dia do pagamento. Após reuniões frustradas com as empresas na segunda-feira, onde os patrões alegaram falta de dinheiro, os motoristas realizaram uma manifestação no terminal, avisando a população sobre a paralisação.
Uma proposta das empresas para pagar os 50% restantes de janeiro em 18 de fevereiro, sem definição para o pagamento de fevereiro, foi rejeitada pelos trabalhadores em assembleia, resultando na greve.
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Aspectos Legais e a Comunicação da Greve
A Transerp alega que a lei 7.783 exige 72 horas de antecedência para comunicação de greve no transporte público, o que não teria ocorrido. Bueno rebate afirmando que não há obrigação de comunicar a Transerp sobre a greve, pois o relacionamento é com as empresas de ônibus, e que a situação atual, de falta de pagamento, difere de uma greve por reivindicações salariais.
Impactos e Solidariedade
A paralisação causou transtornos à população, com relatos de passageiros que tiveram que desembarcar no meio do percurso. Bueno reconhece os transtornos, mas enfatiza a necessidade de respeito aos motoristas, que também são trabalhadores com direitos. Ele destaca a importância da solidariedade entre a população e os motoristas, lembrando que o transporte público é essencial e transporta vidas diariamente. A situação permanece indefinida, aguardando novas propostas das empresas ou decisão judicial.



