Júri de quinta-feira (18) reviveu as condições em que o corpo de Joaquim foi encontrado; julgamento está no quinto dia
O quinto dia do julgamento do caso Joaquim começou com a expectativa de depoimentos de nove testemunhas, entre peritos criminais e uma psicóloga amiga de Natalia Ponte. Acompanhada pela jornalista Fernanda Marião, a reportagem da CBN acompanhou a movimentação no Fórum de Ribeirão Preto.
Depoimentos e expectativas
Cinco das nove testemunhas previstas entraram pelo portão principal, incluindo peritos e a psicóloga. Outros peritos podem ter acessado o fórum por um portão lateral. Guilherme Longo e Natalia Ponte, acusados pela morte do menino Joaquim em 2013, são o foco central do julgamento. A defesa de Guilherme pretende que ele detalhe os eventos daquela noite, incluindo seu relacionamento com Natalia Ponte, e refute a confissão feita a uma emissora de televisão, considerada inválida pela defesa. A defesa de Natalia, por sua vez, afirma que ela irá relatar os acontecimentos anteriores ao crime, seu cansaço após um dia no hospital aprendendo técnicas de aplicação de insulina, e como passou a responsabilidade pelos cuidados de Joaquim para Guilherme. A defesa também pretende usar a confissão de Guilherme para demonstrar sua manipulação.
Andamento do julgamento e declarações
Natalia Ponte chegou visivelmente abalada. O assistente de acusação, Dr. Inga, afirmou que os depoimentos técnicos podem auxiliar o júri na compreensão das provas apresentadas. Daniela Isiotti, a psicóloga, descreveu o dia como importante para encerrar um trabalho de dez anos. Os pais de Guilherme Longo não comentaram sobre o caso. Há expectativa de que os interrogatórios de Natalia Ponte e Guilherme Longo sejam antecipados para o mesmo dia, apesar de estarem previstos para o dia seguinte.
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Próximos passos e considerações finais
Apesar do andamento mais rápido que o esperado, o julgamento não deve terminar no quinto dia. Os debates estão previstos para o dia seguinte, com duração estimada de nove horas. Guilherme Longo responde por homicídio triplamente qualificado (motivo fútil, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima), enquanto Natalia Ponte responde por omissão por não afastar Joaquim do convívio com o então companheiro. A acusação alega que Guilherme matou Joaquim com 166 doses de insulina e jogou seu corpo em um córrego.



