Filme conta a trajetória de um menino na Irlanda do Norte na década de 1960; ouça a coluna ‘Cinema’ com André de Castro
O filme Belfast, que estreia nos cinemas, é um dos favoritos ao Oscar, embora enfrente forte concorrência, como Ataque dos Cães. André de Castro, ator e crítico de cinema, comenta sobre a produção e suas chances na premiação.
Belfast: Uma Ode à Infância e à Memória
Segundo André, Belfast, dirigido e estrelado por Kenneth Branagh, é uma obra que resgata memórias de infância, semelhante a filmes como Roma (2018). A narrativa, centrada na perspectiva de uma criança, é simples e simbólica, sem apelar para violência ou ação exageradas. Para melhor apreciação, André sugere assistir ao clássico Matar ou Morrer (1952), de Fred Zinnemann, devido às diversas referências e similaridades entre os filmes, principalmente no que diz respeito à trilha sonora.
Elenco e Desempenho Artístico
O elenco conta com Jamie Dornan (conhecido por 50 Tons de Cinza), que busca se consolidar como ator de papéis mais desafiadores. Apesar da boa atuação do elenco principal, exceto pelos avós da criança, André aponta uma inconsistência: a dificuldade financeira da família contrasta com a beleza física dos pais, o que gera questionamentos sobre a escolha do elenco. O filme, embora lento em alguns momentos, apresenta fotografia em preto e branco impecável, que provavelmente lhe renderá uma indicação ao Oscar.
Leia também
Pontos Fortes e Fracos de Belfast
André destaca a trilha sonora, com músicas conhecidas dos anos 70 e 80, e a atuação de Caitríona Balfe, como pontos positivos. Porém, critica o ritmo lento e a inconsistência na caracterização dos pais. Apesar disso, acredita que o filme sairá premiado na noite do Oscar, seja por melhor filme ou por prêmios técnicos e artísticos. A principal disputa, segundo ele, será entre Belfast e Ataque dos Cães, com uma leve vantagem para o primeiro.
Em resumo, Belfast é um filme que, apesar de suas pequenas falhas, se destaca pela fotografia, trilha sonora e pela emoção que transmite. A referência ao clássico Matar ou Morrer adiciona uma camada de profundidade e riqueza à experiência cinematográfica, tornando-o uma obra que merece ser apreciada.



