Nos meses de março e abril o Executivo repassou R$ 7,8 milhões às empresas do Consórcio PróUrbano
Em Ribeirão Preto, a polêmica em torno do transporte coletivo continua. Apesar dos repasses milionários da prefeitura às empresas de ônibus, a qualidade do serviço permanece insatisfatória para muitos passageiros.
Repasses milionários e tarifa congelada
Nos últimos dois meses, a prefeitura repassou R$ 11 milhões às empresas de ônibus, referentes a um acerto contratual de 11 anos atrás. Esse valor, somado a outros repasses feitos desde março, visa manter a tarifa em R$ 5,00, enquanto o custo real da passagem seria de R$ 7,90. A diferença é subsidiada pela prefeitura, representando um custo de R$ 2,90 por passageiro.
Reclamações dos usuários e a qualidade do serviço
Apesar dos investimentos, as reclamações dos usuários persistem. Passageiros relatam ônibus lotados, atrasos frequentes e condições precárias, especialmente em dias de calor. Para aqueles que dependem exclusivamente do transporte público, o custo da passagem, mesmo com o subsídio, representa um peso significativo no orçamento.
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Análises e perspectivas
O secretário da Casa Civil, Alessandro Irata, justifica os subsídios como parte do contrato original, previstos no orçamento municipal. Já o professor de gestão pública Leonardo Augusto Amaral critica o alto valor do subsídio, argumentando que este recurso poderia ser melhor empregado em outras áreas. Ele também aponta que o subsídio mascara uma tarifa já elevada, repassando o custo para todos os contribuintes. O consórcio Pró-Urbano não se manifestou sobre as críticas à qualidade do serviço e aos repasses recebidos.



