Psicóloga Danielle Zeoti fala sobre como os pais e responsáveis devem agir sobre esse assunto; confira o ‘CBN Comportamento’
O medo nas escolas tem sido um tema central nas conversas entre pais, alunos e educadores. A ecopsicóloga Daniela Zeotti compartilhou sua experiência, relatando o medo crescente de crianças, adolescentes e professores em retornar às aulas após recentes eventos trágicos.
Lidando com o Medo Adulto
Antes de abordar as crianças, os adultos precisam gerenciar suas próprias ansiedades. A disseminação de informações falsas em grupos de WhatsApp agrava a situação. É crucial controlar o medo, reconhecendo que ele pode aumentar o estado de alerta, mas sem ceder ao pânico.
Comunicando-se com Crianças e Adolescentes
A abordagem varia de acordo com a idade. Com crianças menores, a proximidade e a escuta são fundamentais. Nomear o sentimento (“Você está com medo”) e oferecer segurança são passos importantes. Evite detalhes excessivos sobre os eventos traumáticos, focando em medidas de segurança e planos de ação em caso de emergência. Com adolescentes, um diálogo mais direto, explorando suas preocupações e fontes de informação, é recomendado. Incentive a comunicação imediata de qualquer situação suspeita a um adulto.
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Ações Preventivas e o Papel das Escolas
A conscientização de que a sociedade está em alerta e que isso dificulta novos ataques pode trazer conforto. Se a criança ou adolescente se recusar a ir à escola, a compreensão e o diálogo são essenciais, podendo-se flexibilizar a rotina em um primeiro momento. A importância de abordar o tema com seriedade, sem aumentar o pânico, é crucial. A ecopsicóloga sugere que as escolas implementem treinamentos específicos para lidar com situações de emergência, assim como ocorre com os treinamentos de incêndio. A busca por modelos internacionais de sucesso, como o dos Estados Unidos, também é recomendada. A transparência e a comunicação aberta entre escola, pais e alunos são fundamentais para criar um ambiente seguro e acolhedor.
Em resumo, a superação do medo nas escolas requer uma abordagem multifacetada, envolvendo a gestão da ansiedade adulta, a comunicação empática com crianças e adolescentes e a implementação de medidas de segurança e protocolos de ação em situações de crise. A colaboração entre pais, educadores e instituições é essencial para garantir um ambiente escolar seguro e propício ao aprendizado.