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Com tantos estímulos no dia a dia como ser uma pessoa equilibrada?

No 'CBN Comportamento' a psicóloga Carolline Rangel fala sobre como o excesso de telas pode ser um fator preocupante
Com tantos estímulos no dia
No 'CBN Comportamento' a psicóloga Carolline Rangel fala sobre como o excesso de telas pode ser um fator preocupante

No ‘CBN Comportamento’ a psicóloga Carolline Rangel fala sobre como o excesso de telas pode ser um fator preocupante

O tema do equilíbrio entre vida presencial e consumo de telas foi o foco da edição de hoje do programa. A psicóloga e psicanalista Caroline Rangel participou e falou sobre como a onipresença de dispositivos eletrônicos transformou hábitos, alterou a percepção do tempo e acentuou sensações de cansaço e ansiedade.

O desafio das telas no cotidiano

Para Rangel, a pandemia acelerou mudanças já em curso na vida digital, intensificando uma rotina em que as relações passam cada vez mais pelo virtual. A presença constante de telas altera o psiquismo: muitas pessoas relatam um cansaço difuso, sensação de sobrecarga e a impressão de exaustão mesmo sem tarefas físicas intensas. Verificar redes sociais ou mensagens virou um comportamento automático que substitui momentos de ócio, transformando intervalos de espera em sessões de consumo digital.

Percepção do tempo e imediatismo

A convidada afirmou que a experiência subjetiva do tempo mudou: houve um encurtamento da tolerância à espera e uma demanda por gratificação imediata. Situações que antes seriam toleráveis, como aguardar uma resposta por e-mail, hoje geram irritação quando não há retorno rápido. Esse sentido de urgência e necessidade constante de satisfação contribui para a sensação de aceleração da vida e para o desgaste emocional.

Limites possíveis e responsabilização individual

Não existe uma receita única para encontrar o equilíbrio, disse Rangel. Cada pessoa tem uma tolerância diferente ao uso de dispositivos e precisa identificar seus próprios limites. Como proposta prática, ela sugere a criação de pequenas pausas intencionais ao longo do dia: desligar o celular em momentos específicos, reservar blocos de tempo sem notificações ou definir horários em que as telas são evitadas. Essas intervenções têm como objetivo restabelecer espaços de espera sem estímulo e recuperar uma relação menos imediatista com o tempo.

O convite, segundo a especialista, é que cada um avalie sua experiência e introduza mudanças graduais que façam sentido pessoalmente, reconhecendo que o excesso digital não é apenas um incômodo prático, mas um fator que interfere profundamente no bem-estar.

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