Local deverá resolver problema de descarte de entulho em 30 cidades da região da Alta Mogiana
O Consórcio de Municípios da Alta Mogiana (Comam) se prepara para anunciar uma nova licitação para a construção de uma usina de reciclagem de entulhos. A iniciativa, segundo o Comam, tem o potencial de solucionar integralmente os desafios relacionados ao descarte inadequado desses materiais em 30 municípios da região de Ribeirão Preto.
Usina Móvel para Atender à Região
Edson Avalos, secretário-executivo do Comam, detalha que a usina será móvel, percorrendo todos os municípios que integram a Alta Mogiana. “Já estamos em processo de licitação. Fomos contemplados para adquirir uma usina de triturar os resíduos da construção civil, ou seja, os entulhos”, explica Avalos. A estrutura inclui o triturador, um caminhão, um gerador e duas peneiras, permitindo a produção de pedriscos de diferentes medidas. “Essa usina será móvel, ficará em cima dessa carreta e ela percorrerá os 30 municípios do Comam, resolvendo por completo a questão do entulho nessas localidades”, complementa.
Definição da Agenda e Prioridades
Uma reunião entre os municípios e a Câmara Técnica do Meio Ambiente foi realizada em Franca para discutir o funcionamento da usina e definir as prioridades entre as cidades da região. Avalos ressalta que as sobras de entulho serão aproveitadas na manutenção das estradas rurais das cidades. A expectativa é que a usina comece a operar já no início de janeiro, resolvendo um problema ambiental grave enfrentado por todos os municípios, que muitas vezes não dispõem de locais adequados para o descarte de entulhos.
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Impacto Ambiental e Solução Sustentável
O secretário-executivo do Comam destaca que a falta de locais apropriados para o descarte de entulhos leva os municípios a depositarem os materiais em áreas impróprias, resultando em multas ambientais e danos ao meio ambiente. “Nós vamos fazer a agenda. Por exemplo, sairemos de Franca e iremos para Cristais Paulista, triturando tudo que tem lá. Esse resíduo triturado será deixado no local autorizado pela Cetesb, de onde o município poderá pegar o pedrisco e usar diretamente na manutenção de suas estradas rurais”, explica Avalos.
A reunião definiu o cronograma da usina, com as datas e cidades a serem visitadas. A previsão é que a usina entre em operação no primeiro trimestre do próximo ano, proporcionando uma solução sustentável e eficiente para a gestão de resíduos da construção civil na região.



