Ações preventivas estão sendo realizadas antes para evitar nova epidemia, como a do começo de 2016
Com a volta das chuvas, um velho conhecido volta a preocupar: o Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus. A combinação de calor e pancadas de chuva, comum nesta época do ano, eleva o risco de uma nova epidemia na cidade. A prevenção, como sempre, continua sendo a melhor arma.
O Clima e a Proliferação
O clima quente e úmido favorece a reprodução do mosquito. Segundo o epidemiologista Cláudio Souza de Paula, da Secretaria Municipal de Saúde de Ribeirão Preto, é crucial não perder de vista as condições climáticas e o acúmulo de utensílios que servem como criadouros do Aedes aegypti dentro de nossas casas.
Atenção aos Focos Domésticos
A estação chuvosa traz consigo o empoçamento de água em calhas entupidas e ralos de banheiros, especialmente em áreas pouco utilizadas. Em fevereiro, a cidade registrou 13.334 casos de dengue, número que caiu para apenas oito em setembro. No entanto, a vigilância constante é essencial para evitar um novo surto.
Leia também
Números e Alerta Contínuo
De janeiro a setembro deste ano, Ribeirão Preto contabilizou 35.020 casos de dengue, um aumento de quase dez vezes em relação ao mesmo período de 2015, quando foram registrados 3.683 casos. Apesar da melhora em relação ao início do ano, o alerta permanece. Cerca de 80% dos criadouros do mosquito estão dentro das residências, reforçando a necessidade da colaboração da população para evitar um aumento alarmante de casos até dezembro.
Cada um tem um papel a desempenhar. O governo deve controlar as áreas públicas, enquanto a população deve eliminar os focos dentro de suas casas. O município de Ribeirão Preto encontra-se em fase de alerta em relação à infestação do mosquito, conforme o Ministério da Saúde. A colaboração de todos é fundamental para manter a situação sob controle.



