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Combatentes montam operação de guerra para tentar controlar incêndio na Estação Ecológica de Jataí

Suspeita é que um apicultor tenha ateado fogo para manejar abelhas; cinco aeronaves e mais de 100 pessoas atuam no combate
Combatentes montam operação de guerra
Suspeita é que um apicultor tenha ateado fogo para manejar abelhas; cinco aeronaves e mais de 100 pessoas atuam no combate

Suspeita é que um apicultor tenha ateado fogo para manejar abelhas; cinco aeronaves e mais de 100 pessoas atuam no combate

Desde o último sábado, Combatentes montam operação de guerra para tentar controlar incêndio na Estação Ecológica de Jataí, um incêndio atinge a Estação Ecológica de Jataí, em São Paulo. O governo estadual mobilizou um grande contingente para o combate às chamas, incluindo cinco aeronaves, mais de 100 agentes em campo e mais de 40 veículos. A operação envolve a Fundação Florestal, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil do Estado, Polícia Militar Ambiental e outras instituições integradas ao Gabinete de Crise.

Início e evolução do incêndio: O incêndio começou na noite de sexta-feira, com suspeita de que tenha sido provocado por uma pessoa que manejava abelhas e colocou fogo na mata próxima. O fogo inicialmente estava fora da estação ecológica, mas devido a ventos fortes, superiores a 40 km/h, as chamas avançaram para dentro da unidade de conservação. O combate ao fogo foi dificultado pela presença de abelhas na região e pelas condições climáticas adversas, como o clima seco e os ventos intensos.

Desde a detecção do incêndio, as equipes iniciaram o combate imediato, mas a operação enfrenta desafios devido à intensidade do fogo e às condições ambientais. Até o momento, o incêndio não está sob controle, mas as ações visam minimizar os impactos e proteger áreas de maior relevância ambiental.

Estratégias e recursos empregados: O trabalho de combate envolve o uso de cinco aeronaves para o combate aéreo, além de um efetivo de cerca de 100 pessoas em campo. Na madrugada, as equipes realizaram a proteção de um fragmento importante da estação, conhecido como Boa Sorte, utilizando técnicas como a umidificação do local para evitar a propagação das chamas. Desde as primeiras horas do dia, as aeronaves continuam o combate aéreo, buscando mitigar a força do fogo e direcioná-lo para áreas com menor relevância em termos de biodiversidade.

Além do combate direto, há um esforço contínuo de monitoramento e prevenção, com a capacitação de brigadistas, manutenção de equipamentos e reforço das equipes de bombeiros civis e militares. Somente neste ano, mais de 2.600 brigadistas foram capacitados e mais de 1.600 quilômetros de aceiros foram realizados no estado para reduzir o risco de incêndios.

Contexto climático e prevenção: A região enfrenta um período de estiagem severa, com baixa umidade e ventos fortes, fatores que agravam o risco e a propagação de incêndios florestais. Desde julho, a Defesa Civil emitiu alertas sobre o risco elevado de incêndios, e o governo estadual intensificou as ações preventivas, incluindo monitoramento diário e reforço das equipes de combate.

Apesar dos esforços, o incêndio em Jataí evidencia a dificuldade de controlar focos provocados por ações humanas irresponsáveis, especialmente em períodos críticos. O tempo de resposta das equipes tem sido eficiente, com detecção e início do combate em cerca de 30 a 40 minutos após a identificação dos focos, mas as condições climáticas ainda representam um grande desafio.

Impactos ambientais e histórico de incêndios

O incêndio atual já atingiu áreas significativas da Estação Ecológica de Jataí, embora o dano ambiental ainda esteja sendo avaliado. O fogo apresenta diferentes níveis de intensidade, e em algumas áreas não chegou a atingir a copa das árvores, o que pode permitir a recuperação da vegetação ainda neste ano. A extensão da área queimada não corresponde necessariamente à área destruída, pois a intensidade do fogo e a resposta da natureza influenciam na recuperação do ecossistema.

Jataí já enfrentou grandes incêndios em 2014 e 2020, que consumiram vastas áreas da estação. Desde então, foram implementadas melhorias nos aceiros, acessos internos e aumento das equipes de combate. Tecnologias como sistemas de monitoramento via satélite e drones termais são utilizadas para detectar focos de incêndio com maior rapidez.

Entenda melhor

Incêndios florestais são fenômenos complexos, influenciados por fatores climáticos, ambientais e humanos. A combinação de estiagem prolongada, ventos fortes e ações humanas irresponsáveis aumenta o risco e a intensidade dos incêndios. A prevenção envolve educação ambiental, monitoramento constante, capacitação de brigadistas e uso de tecnologia para detecção precoce. O combate eficaz requer mobilização integrada de diversas instituições e recursos especializados.

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