Produtores da região destacam que extremos contribui para a proliferação de doenças; verduras foliosas são as mais afetadas
Na região, as chuvas intensas e o calor persistente têm prejudicado o cultivo de hortaliças, Combinação entre chuvas constantes e calor, causando queda na produção e aumento dos preços. A produtora rural Simone Matias relata que a alface, principal hortaliça cultivada em seu sítio, foi a mais afetada pelo calor, que provoca desidratação das folhas e favorece o surgimento de doenças. “Ela não desenvolve, não sai, as folhas ficam todas murchas, o miolinho também não desenvolve, ela fica nesse tamanho, não cresce. Não tem o que fazer, a gente tem que tirar fora do canteiro para não passar nas outras”, explicou.
De acordo com Simone, a produção diária de alface caiu de 700 pés para metade durante o verão. Para minimizar os danos, a produtora adotou estratégias como regar as plantas duas vezes ao dia quando não há chuva. “Porque o sol ele judia muito da planta, então você tem que molhar ela o dia inteiro, fica molhando, molhando e mesmo assim a produção cai muito”, afirmou.
Impactos climáticos na agricultura: O clima com extremos de muita chuva e calor tem afetado principalmente as verduras folhosas, como a alface, enquanto legumes também registraram aumento de preços. O chuchu, o pepino e a abobrinha tiveram alta de 50%, a berinjela subiu 35% e a cenoura dobrou de preço.
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Previsão do tempo: Após as chuvas registradas na quinta-feira, a previsão para sexta-feira indica continuidade das precipitações, sem redução significativa do calor na região.
Medidas adotadas pelos produtores
Além da irrigação frequente, produtores buscam estratégias para minimizar os efeitos do clima adverso, embora a produção continue em queda.
Entenda melhor
As condições climáticas extremas, como excesso de chuva seguido de calor intenso, podem prejudicar o desenvolvimento das plantas, causando murchamento, doenças e redução da produtividade, o que impacta diretamente os preços no mercado.