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‘Combinavam preço e quem iria vencer a licitação’, diz promotor do Gaeco sobre fraudes na educação

Empresários e agentes públicos faziam parte de um esquema que desviou cerca de R$ 40 milhões de Prefeituras da região
fraudes na educação
Empresários e agentes públicos faziam parte de um esquema que desviou cerca de R$ 40 milhões de Prefeituras da região

Empresários e agentes públicos faziam parte de um esquema que desviou cerca de R$ 40 milhões de Prefeituras da região

A Operação Olos, realizada na manhã de hoje, resultou na prisão de 14 pessoas e no cumprimento de 15 mandados de busca e apreensão em várias cidades do interior de São Paulo, com destaque para Ribeirão Preto e Franca. A operação, comandada pelo promotor Rafael Piola, do Ministério Público de Franca, desmantelou um esquema de fraudes em licitações que envolve prefeituras e empresas, com prejuízos estimados em R$ 40 milhões.

Investigação e Descobertas

A investigação teve início em 2019 com a Operação Loc, em Orlândia, focada em uma organização criminosa dentro da prefeitura. A apreensão de documentos que estavam sendo destruídos levou à descoberta de uma organização criminosa bem maior, atuando em todo o estado de São Paulo, envolvida em fraudes em licitações de material escolar e uniformes. A análise de documentos e equipamentos eletrônicos revelou um esquema de combinação de preços, escolha de vencedores e divisão de contratos entre empresas.

Alcance da Operação e Prisões

A operação se estendeu para diversas cidades onde as empresas envolvidas tinham licitações. O promotor Piola explicou que as empresas combinavam preços e até faziam sorteios para definir quem ganharia as licitações, resultando em superfaturamento e fornecimento de produtos inadequados. Foram cumpridos mandados de busca em prefeituras e empresas, com apreensão de documentos e valores em dinheiro. Uma pessoa, residente em Ribeirão Preto, ainda não foi localizada.

As investigações continuam, com análise de todo o material apreendido para responsabilizar os envolvidos. O bloqueio de bens e valores em contas bancárias já foi solicitado judicialmente. Apesar da apreensão de aproximadamente R$ 240 mil na casa de um empresário em São Paulo, ainda não há um balanço completo dos valores apreendidos. O promotor ressaltou que este é apenas um passo na investigação e que a atuação complexa da organização criminosa requer continuidade nas ações.

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