Presidente de sindicato Osvaldo Manaia falou à CBN Ribeirão
Desde o último sábado, motoristas em todo o país têm sentido o impacto do reajuste nos preços dos combustíveis. A Petrobras anunciou um aumento de 4% na gasolina e 8% no diesel, o que inevitavelmente se reflete nas bombas.
O Repasse Inevitável ao Consumidor
Segundo Oswaldo Manaiya, presidente do sindicato regional do comércio varejista de derivados de petróleo, o repasse do aumento ao consumidor é inevitável. “Desde a noite de sexta-feira, o aumento foi anunciado, e no sábado alguns postos começaram a receber os produtos já com os novos preços. Esses postos automaticamente repassaram esses aumentos concedidos pelo governo”, explicou Manaiya em entrevista à CBN.
O presidente do sindicato garantiu que o percentual repassado é exatamente o mesmo anunciado pelo governo. “Nas notas fiscais, vocês podem comprovar que repassamos exatamente aquilo que tivemos em aumento de custo nesses dois produtos”, afirmou. Manaiya também explicou que os donos de postos não têm como evitar esse repasse, pois as margens de lucro são apertadas. “O óleo diesel subiu em torno de 15 centavos. Historicamente, nossa margem é de 25 a 30 centavos. Então, 50% da nossa margem nós jamais conseguimos absorver”, detalhou.
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Variação de Preços e Qualidade dos Combustíveis
Manaiya também abordou a questão da variação de preços entre os postos de combustíveis. “Existe uma variação em torno de 10 centavos na gasolina, 10 no álcool e no diesel em torno de 20 centavos”, disse. Essa variação, segundo ele, ocorre devido a diferenças nos preços de compra dos combustíveis pelas distribuidoras. “Um posto bandeirado recebe um S10 a um valor, e outro recebe a outro valor. Isso gera uma diferença de preço na bomba”, explicou.
Quanto à qualidade dos combustíveis, Manaiya tranquilizou os consumidores, afirmando que a adulteração é baixa no Brasil. “Numa média brasileira, é menos de 2% de adulteração no território nacional inteiro. É uma das menores margens de adulteração de vários países do primeiro mundo”, garantiu. Ele ressaltou que o preço não é um indicativo da qualidade do produto e que a Secretaria da Fazenda fiscaliza os postos, coletando amostras para análise em laboratório. Em caso de suspeita, a denúncia pode ser feita diretamente na Secretaria da Fazenda ou na Agência Nacional do Petróleo (ANP).
O aumento nos preços dos combustíveis impacta diretamente o bolso do consumidor, e entender os fatores que influenciam essa variação é fundamental.



