Alta no preço assustou os consumidores nesta quinta, principalmente os que esperavam queda por causa das ações do MP e do Procon
A diferença no preço dos combustíveis entre Ribeirão Preto e Jardinópolis, com uma vantagem de cerca de 14 centavos por litro para a segunda cidade, continua sob investigação do Ministério Público e do Procon. A disparidade levanta suspeitas de possível combinação de preços entre os postos de Jardinópolis.
O Custo do Terreno e a Estrutura dos Postos
Representantes dos postos de Ribeirão Preto justificam os preços mais altos alegando que o valor do metro quadrado dos terrenos e a infraestrutura oferecida, como lojas de conveniência e banheiros, impactam diretamente no custo final. Oswaldo Manaiá, presidente regional do Sincopetro, destaca o preço do terreno como o principal fator determinante.
Análise do Mercado Imobiliário
Para verificar a validade dessa justificativa, uma análise comparativa dos preços do mercado imobiliário nos dois municípios se faz necessária. Em Jardinópolis, corretores de imóveis apontam que o metro quadrado custa entre 900 e mil reais. Em Ribeirão Preto, embora os preços em áreas nobres sejam mais elevados, em regiões fora do centro, os valores podem ser semelhantes aos de Jardinópolis, conforme explica Antônio Carlos de Mello, delegado do Creci.
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Outros Fatores que Influenciam o Preço
O economista da USP, Edgar Montfort, ressalta que o preço do mercado imobiliário sozinho não justifica a diferença nos preços dos combustíveis. Ele aponta que os custos operacionais e as condições de competição também desempenham um papel importante. A infraestrutura dos postos, com banheiros e lojas de conveniência, também é citada como um fator que eleva os custos em Ribeirão Preto.
A Visão do Consumidor
Apesar da alegação de melhores instalações em Ribeirão Preto, a reportagem constatou que postos em Jardinópolis oferecem estruturas padronizadas e semelhantes. A questão que se levanta é se o consumidor valoriza essa vantagem a ponto de justificar um preço mais alto no combustível. Muitos consumidores priorizam o preço, especialmente na correria do dia a dia.
O Ministério Público concedeu um prazo de 30 dias para que os donos dos postos em Ribeirão Preto reduzam os preços, mas os empresários consideram inviável atender a essa demanda.



