Fenômeno de reprodução dos peixes se iniciou mais tarde neste ano e enfrenta dificuldades
Piracema no Rio Mogi Guaçu: um fenômeno ameaçado
A piracema, período de reprodução dos peixes, começou mais tarde este ano no Rio Mogi Guaçu devido ao baixo nível do rio. Apesar das chuvas recentes, o fenômeno acontece de forma tímida, com uma quantidade menor de peixes subindo o rio em comparação a anos anteriores. A redução populacional é atribuída a fatores como a construção de barragens, desmatamento, poluição e urbanização.
Impactos da ação humana e a importância da preservação
A barragem no rio, embora possua uma escada para auxiliar na migração de algumas espécies, funciona como uma barreira física, dificultando a reprodução de várias espécies. A combinação de fatores como desmatamento, poluição e a construção de barragens impactam diretamente na reprodução dos peixes, ameaçando espécies como a piracanjuba e o surubim. A análise ambiental destaca a necessidade urgente de ações para a preservação do ecossistema.
Fiscalização e conscientização para a sustentabilidade
Durante os quatro meses da piracema (de 1º de novembro a fevereiro), a pesca é proibida, e os pescadores recebem um seguro-defeso. Apesar da redução da população de piracanjubas, outras espécies, como o pintado, cachara e jundiá, mostram-se presentes no rio. A fiscalização, realizada pela Polícia Ambiental, visa coibir a pesca ilegal e garantir a reprodução dos peixes. A conscientização da população é fundamental para a preservação do rio e a sustentabilidade da pesca para as futuras gerações.
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O período de piracema é crucial para a preservação da biodiversidade do Rio Mogi Guaçu. A combinação de ações de fiscalização, conscientização e políticas de preservação ambiental é essencial para garantir a continuidade desse importante fenômeno natural e a manutenção das espécies para as gerações futuras. A colaboração de todos é fundamental para a saúde do ecossistema e o futuro da pesca na região.



