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Começam a valer nesta quinta (27) as medidas mais restritivas em cidades da região de Ribeirão, Franca e Barretos

São ao todo pelo menos 20 cidades; períodos de suspensão das atividades variam de 5 a 25 dias
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São ao todo pelo menos 20 cidades; períodos de suspensão das atividades variam de 5 a 25 dias

São ao todo pelo menos 20 cidades; períodos de suspensão das atividades variam de 5 a 25 dias

Medidas restritivas mais severas foram implementadas a partir de hoje em Ribeirão Preto e Franca, as maiores cidades da região, e em outras localidades das regiões administrativas de saúde de Ribeirão Preto (DRS-13), Franca (DRS-8) e Barretos (DRS-5). A iniciativa visa desafogar o sistema de saúde, sobrecarregado pela pandemia.

Ações em Ribeirão Preto e Franca

Ontem, véspera do lockdown, houve grande movimentação em Ribeirão Preto, com muitos consumidores buscando suprimentos. Supermercados e o comércio central registraram filas consideráveis. Em Franca, medidas ainda mais rígidas foram tomadas, incluindo o fechamento de farmácias (com exceção de entregas via delivery) e a paralisação da indústria até 10 de junho. O transporte público está suspenso em ambas as cidades.

Impacto e Dados

As restrições afetam mais de 1,5 milhão de habitantes. Estabelecimentos como bares, restaurantes, comércios em geral, salões de beleza, academias e igrejas estão fechados. A duração das medidas varia de cidade para cidade, sendo de cinco dias em Ribeirão Preto. A ocupação de leitos de UTI ultrapassa 80% há mais de um mês nas três regiões, atingindo índices críticos: 93% em Ribeirão Preto, 94,3% em Franca e 97,4% em Barretos. Ribeirão Preto, por exemplo, registrou mais de 300 pacientes internados em UTI ontem. Juntas, Ribeirão Preto e Franca contabilizam quase 150 mil casos e 3.912 óbitos por Covid-19, representando um aumento significativo em relação ao mês anterior.

Para o infectologista da USP, Dr. Lisses Estrogoff, a situação é reflexo do desrespeito às medidas sanitárias. Ele enfatiza a necessidade de testagem, rastreamento, suporte e aceleração da vacinação, além do distanciamento social e uso de máscaras. A lentidão na vacinação impacta diretamente nos índices de mortalidade, com o modelo matemático da USP projetando uma média de mortalidade alarmante até 2023. A adoção de medidas restritivas, embora penalize a economia, é crucial para controlar a pandemia, segundo o especialista.

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