Estudo aponta que os funcionários podem render mais com apenas quatro dias de trabalho; ouça o ‘CBN Carreiras e Lideranças’
Empresas brasileiras se preparam para testar uma nova modalidade de trabalho: a semana de quatro dias. Impulsionada pela consultoria internacional 4dayweekglobal e implementada pela Reconnect Happiness, a iniciativa selecionou 20 empresas para um projeto piloto que promete revolucionar a rotina de trabalho no país.
Semana de quatro dias: como funciona?
O projeto piloto, baseado no princípio “100-80-100” (100% do salário, 80% das horas trabalhadas e 100% de produtividade), busca equilibrar a redução da jornada com a manutenção da eficiência. A ideia é que os funcionários trabalhem quatro dias por semana, mantendo seus salários integrais e, consequentemente, sua produtividade. Empresas como Soma (do grupo Dreamers), Amol e Casa dos Parafusos, além do Hospital Indianápolis, participam da iniciativa, demonstrando a variedade de setores envolvidos.
Resultados e desafios da semana de quatro dias
Experiências internacionais com a semana de quatro dias mostram resultados promissores, com redução do esgotamento (68%), maior atração de talentos (63%) e aumento da capacidade de trabalho (54%). Em alguns casos, houve até mesmo um aumento de 36% na receita. No entanto, a implementação no Brasil enfrenta desafios. A ausência de respaldo legal exige que as empresas lidem com as questões culturais internas. A iniciativa não é generalizada, sendo aplicada a grupos específicos de funcionários, o que pode gerar desigualdades. A medição da produtividade, feita pela FGV, é crucial para avaliar os resultados e garantir a eficácia do modelo.
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A iniciativa da semana de quatro dias no Brasil é um passo audacioso em direção a novas formas de trabalho, buscando melhorar a qualidade de vida dos funcionários e a produtividade das empresas. O acompanhamento cuidadoso dos resultados e a adaptação às particularidades da cultura brasileira serão fundamentais para o sucesso do projeto.