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Comentarista reforça a importância das eleições para a manutenção do processo democrático

Cientista político, Gilberto Musto, faz uma análise das eleições neste segundo turno; confira o comentário
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Cientista político, Gilberto Musto, faz uma análise das eleições neste segundo turno; confira o comentário

Cientista político, Gilberto Musto, faz uma análise das eleições neste segundo turno; confira o comentário

O segundo turno das eleições brasileiras de 2022 mostrou um eleitorado mais engajado do que no primeiro turno, apesar da resistência causada pela corrupção. Em entrevista à CBN Ribeirão Preto, o cientista político Gilberto Musto analisou esse cenário e os fatores que influenciaram a participação do eleitor.

O aumento do engajamento eleitoral

De acordo com Musto, os 90 dias que antecederam o início oficial da campanha eleitoral permitiram que os eleitores tivessem mais oportunidades de se informar sobre os candidatos e suas propostas. Apesar disso, o engajamento demonstrado durante a campanha não se estendeu para além do período eleitoral, mostrando a necessidade de estimular a participação política contínua, e não apenas no momento da votação.

Desafios para a participação política

Para Musto, a complexidade do sistema partidário brasileiro, com seus 35 partidos, dificulta a compreensão do eleitor. A falta de clareza ideológica e a ênfase em aspectos pessoais dos candidatos, em detrimento das plataformas partidárias, contribuem para a desmotivação. A prática de troca de alianças entre partidos também confunde o eleitor, que acaba priorizando características pessoais dos candidatos, como simpatia ou carisma, em vez de suas propostas políticas.

O impacto das redes sociais

Outro ponto crucial destacado por Musto é o impacto da propaganda eleitoral pelo WhatsApp, quase impossível de controlar. A disseminação de fake news por essa plataforma gerou preocupações, com pesquisas indicando que 65% das pessoas que recebem notícias duvidam inicialmente de sua veracidade. Além disso, 40% das pessoas compartilham mensagens sem sequer ler o conteúdo, o que agrava o problema. O cientista político acredita que, para as próximas eleições, serão necessárias medidas para controlar a propagação de informações falsas nas redes sociais, em parceria com as empresas de tecnologia.

O comportamento do eleitor no segundo turno mostrou uma mudança significativa em relação à indiferença inicial. A proximidade da eleição e a divulgação de informações, inclusive as falsas, pelas redes sociais, levaram a um aumento do engajamento. Musto descreve quatro fases na conversão do voto: indiferença, indefinição, definição e a ação final da votação. A proximidade do pleito e a necessidade de decisão contribuíram para que os eleitores se envolvessem mais, mesmo que muitos só decidissem o voto no dia da eleição. A análise do comportamento do eleitor no segundo turno demonstra a complexidade do processo eleitoral e a influência de diversos fatores na decisão do voto, incluindo a propaganda nas redes sociais e a percepção pessoal dos candidatos.

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