Campeão com o Botafogo, Veiga foi vítima da Covid. Jornalistas Luis Augusto e Ângelo Tedeschi contam vivências com o treinador
Ângelo, ex-jogador profissional, relembra com carinho seu ex-treinador, Marcelo Veiga, falecido vítima da Covid-19 aos 56 anos. A trajetória de ambos na Matonense marcou a memória do atleta, que destaca a dualidade do profissional: a rigorosidade tática dentro de campo contrastava com a gentileza e educação demonstradas fora dele.
A liderança de Marcelo Veiga em campo
A narrativa de Ângelo sobre Marcelo Veiga vai além da relação jogador-treinador. Ela destaca a capacidade de Veiga em extrair o máximo de seus atletas, mesmo com limitações técnicas. Um exemplo citado é a campanha vitoriosa do Botafogo na Série D de 2015. Apesar de possuir um elenco tecnicamente inferior ao adversário, o River, a garra e a determinação impostas por Veiga foram cruciais para o sucesso da equipe. A estratégia defensiva adotada por Veiga em jogos decisivos, como na final contra o River e no jogo do acesso contra o São Caetano, demonstra sua capacidade tática e sua frieza em momentos de pressão.
O legado além do futebol
Para além das conquistas em campo, o relato de Ângelo ressalta o caráter de Marcelo Veiga. Sua proximidade com a equipe, sua participação em eventos do clube e sua interação com a torcida contrastam com a postura distante de alguns treinadores. Essa postura próxima e engajada, aliada à sua dedicação ao trabalho, construiu um legado que transcende os resultados em campo.
Um treinador vencedor
A trajetória de Marcelo Veiga, apesar de não ser marcada por um estilo de jogo brilhante, foi pautada pela eficiência e pela conquista de resultados. Sua capacidade de motivar a equipe, aliada à sua estratégia tática, o consagrou como um treinador extremamente vencedor e um exemplo de profissionalismo e dedicação ao futebol.


