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Comer fora de casa está mais caro em Ribeirão Preto

Preço médio da refeição em bares e restaurantes subiu cerca de 16% e está em R$ 31,20
Comer fora de casa
Preço médio da refeição em bares e restaurantes subiu cerca de 16% e está em R$ 31,20

Preço médio da refeição em bares e restaurantes subiu cerca de 16% e está em R$ 31,20

O intervalo de almoço, muitas vezes curto, impede que muitos trabalhadores retornem para casa para preparar uma refeição. A alternativa mais comum é almoçar próximo ao local de trabalho, mas essa opção tem se tornado cada vez mais dispendiosa.

Aumento nos Preços das Refeições em Ribeirão Preto

De acordo com dados recentes, o custo das refeições fora de casa em Ribeirão Preto aumentou significativamente. Um levantamento do Datafolha aponta um aumento de 16,1% nos preços este ano, elevando o preço médio da refeição para R$ 31,20. Esse valor coloca Ribeirão Preto como a terceira cidade mais cara do estado de São Paulo para se alimentar fora, atrás apenas de Campinas (R$ 33,01) e Santos (R$ 34,83).

Impacto no Bolso do Consumidor

A advogada Simone, que almoça fora de casa de segunda a sexta-feira, relata ter percebido o aumento nos preços e, consequentemente, precisou mudar seus hábitos. “A maioria dos restaurantes que eu frequento teve um reajuste da alimentação, sim. E aí eu troquei justamente porque ele teve um aumento de preço no quilo da comida”, afirma Simone, evidenciando o impacto direto no orçamento dos consumidores.

Justificativas e Estratégias do Setor

Carlos Frederico Marques, presidente do sindicato de hotéis, bares e restaurantes de Ribeirão Preto, atribui o aumento dos preços à inflação dos insumos e ao aumento do piso salarial. Segundo ele, os custos dos ingredientes subiram consideravelmente, impactando diretamente o valor final dos pratos. Para evitar uma perda ainda maior de clientes, o setor busca reestruturar suas operações, desde a gestão de funcionários até a reorientação dos tipos de consumo.

Diante desse cenário, o setor de alimentação busca alternativas para equilibrar os custos e evitar repassar integralmente os aumentos aos consumidores. A pesquisa do Datafolha revela ainda que, na região Sudeste, um trabalhador que recebe salário mínimo gasta mais de 76% de sua renda se almoçar fora 22 dias por mês. O desafio é encontrar um ponto de equilíbrio que permita aos restaurantes manterem a qualidade dos serviços sem comprometer o poder de compra dos clientes.

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