Dados do IBGE mostram que a ida ao restaurante está 8% mais cara em março do que no mesmo mês do ano passado
Comer fora ficou mais caro que comer em casa
Inflação na alimentação: dentro e fora de casa
Uma pesquisa recente do IBGE revelou um contraste interessante: enquanto a inflação de refeições caseiras diminuiu nos últimos dois anos, o custo de comer fora de casa aumentou significativamente. A alta de preços para quem se alimenta fora de casa superou, inclusive, os índices registrados no pior momento da pandemia de coronavírus.
Comparativo de preços: 2021-2023
Em março de 2021 e 2022, a alimentação em casa registrou um aumento de 16,12%, enquanto comer fora ficou 6,63% mais caro. No período de março de 2022 a março de 2023, houve uma inversão: a inflação para refeições fora de casa atingiu 7,4%, enquanto em casa o aumento foi de 7,99%.
Fatores que influenciam o preço
O consultor financeiro Felipe Borba aponta alguns motivos para essa disparidade. O aumento dos preços dos alimentos meses atrás impactou os restaurantes, que aproveitaram a oportunidade para atualizar seus preços. A queda nos preços de commodities agrícolas como soja e milho, embora tenha reduzido o custo de produção de alimentos, não teve o mesmo efeito nos restaurantes. Isso se deve ao fato de que, além do custo dos alimentos, os restaurantes têm outros gastos fixos, como aluguel e mão de obra, que tendem a aumentar e não diminuem proporcionalmente à queda no preço dos insumos.
Em resumo, a decisão de comer em casa ou fora depende de uma análise cuidadosa dos custos envolvidos. Com a alta generalizada de preços, a comparação entre os valores de supermercado e restaurantes se torna fundamental para um planejamento financeiro eficiente, buscando sempre a opção mais econômica no fechamento do mês.



