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‘Comercial vai bater o pé’, diz o presidente Ademir Chiari, sobre o veto ao público no Come-Fogo

Mandatário critica a decisão da FPF que só liberou o retorno da torcida na segunda fase da Copa Paulista
veto ao público Come-Fogo
Mandatário critica a decisão da FPF que só liberou o retorno da torcida na segunda fase da Copa Paulista

Mandatário critica a decisão da FPF que só liberou o retorno da torcida na segunda fase da Copa Paulista

A proibição de público nos estádios da primeira fase do campeonato paulista gerou polêmica e revolta entre os clubes, principalmente os do interior. O presidente do Comercial, Ademice Kiari, afirmou que recorrerá da decisão da Federação Paulista de Futebol (FPF), alegando que a entidade não considera a realidade dos clubes menores.

Restrições e Protocolos da FPF

A FPF justifica a proibição com base em um rígido protocolo, com inúmeros itens a serem cumpridos pelos clubes para a liberação do público. Kiari criticou a exigência da venda exclusiva de ingressos online, argumentando que isso prejudica os clubes do interior, onde a tradição é a compra presencial na bilheteria. Muitos torcedores não têm acesso à internet, o que impossibilitaria a compra de ingressos online, impactando diretamente a renda dos clubes.

Impacto nos Clubes do Interior

A situação é especialmente crítica para os clubes do interior, que dependem fortemente da renda da bilheteria. A impossibilidade de venda de ingressos físicos afeta diretamente sua receita, colocando em risco a saúde financeira de equipes como Comercial, Botafogo e Velo Clube. A comparação com o Atlético Mineiro, que arrecadou quase 4 milhões de reais com um jogo contra o Palmeiras, evidencia a disparidade entre os grandes clubes e os do interior.

Incoerências e Busca por Solução

A situação é ainda mais complexa pela falta de uniformidade nas regras entre diferentes regiões e estados. Enquanto alguns locais permitem público nos estádios, outros impõem restrições. A falta de clareza e a mudança constante das normas geram incerteza e prejudicam a organização dos clubes. A sugestão é por uma padronização das regras em todo o país, permitindo a venda de ingressos tanto online quanto presencialmente para garantir a segurança e a viabilidade financeira dos clubes, principalmente os do interior de São Paulo.

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