Homem de 29 anos ficou paraplégico após ser assalto no próprio bar, no Presidente Dutra
Após quase um mês internado, incluindo oito dias na UTI da Santa Casa de Ribeirão Preto, Rodrigo Boque, vítima de um tiro nas costas durante um assalto no dia 31 de dezembro, recebeu alta e já está em casa.
O lar de Rodrigo passou por adaptações para recebê-lo, e o comerciante de 29 anos atrásra se dedica a se adaptar à nova rotina utilizando uma cadeira de rodas. Mantendo a fé, ele, que sempre foi uma pessoa ativa e praticante de esportes, concentra suas energias na recuperação, sem se preocupar com os assaltantes, três menores com idades entre 15 e 17 anos.
Foco na Recuperação
“O que mais desejo hoje é a minha recuperação, voltar a andar, voltar a mexer as pernas, voltar a jogar bola”, declarou Rodrigo. Ele expressou que, por ele, os criminosos já foram devidamente punidos pela justiça, e seu foco principal é exclusivamente em sua própria recuperação.
Ele descreveu o período de internação como extremamente difícil, enfatizando que não deseja essa experiência para ninguém. Rodrigo mencionou o uso de morfina para aliviar a dor e destacou o papel fundamental do apoio divino, de seus amigos, familiares e de sua esposa, que o acompanhou de perto durante todo o processo.
Adaptação à Nova Rotina
Rodrigo expressou a dificuldade em se acostumar com a nova realidade, passando a maior parte do tempo sentado ou deitado. No entanto, ele mantém a esperança de que essa situação seja temporária e que tudo voltará ao normal.
Ainda com uma bala alojada na coluna, próxima à veia aorta, os médicos optaram por não realizar a cirurgia de remoção devido ao alto risco de complicações fatais. Cláudia Boque, mãe de Rodrigo, permanece ao lado do filho, demonstrando otimismo em relação à sua recuperação.
Apoio Familiar e Superação
Cláudia descreveu o período desde o início do ano como tenso, inicialmente concentrando-se em salvar a vida do filho e, atrásra, em auxiliá-lo na adaptação a essa nova fase. Ela expressou a certeza de que essa é apenas uma fase passageira.
A mãe de Rodrigo também compartilhou a mudança de perspectiva diante da violência. Antes, ao acompanhar notícias de crimes, sentia raiva e desejo de justiça. Agora, após vivenciar a situação na própria família, expressa gratidão pela vida do filho e espera que as famílias dos menores infratores não passem pela mesma dor.
Rodrigo foi baleado durante um assalto na virada do ano enquanto ajudava sua esposa a atender clientes em seu bar. Três ladrões armados invadiram o local e anunciaram o assalto. Durante a ação, uma funcionária tentou escapar e foi agredida por um dos criminosos. Um cliente tentou intervir, sendo agredido pelo assaltante, que, em seguida, atirou em Rodrigo.
Os assaltantes fugiram levando mil reais. A polícia apreendeu um dos suspeitos, que identificou os demais envolvidos, todos adolescentes com histórico de tráfico de drogas, roubo e receptação.
Apesar dos desafios, a história de Rodrigo é um testemunho de resiliência e esperança. Com o apoio da família e amigos, ele se dedica à recuperação, buscando superar as dificuldades e retomar sua vida.



