Adelir da Silva Mota foi considerado culpado, juntamente com Alexandre Titoto, pela morte de Carlos Alberto Araújo 2003
Administrador da Lava Jato retorna aos réus em Ribeirão Preto
Releitura do caso
Adelir da Silva Mota, administrador da Lava Jato, e o empresário Alexandre Titoto foram condenados por júri popular pelo assassinato do analista financeiro Carlos Alberto Araújo, crime ocorrido em fevereiro de 2003, motivado por uma dívida de R$ 600 mil. Adelir foi considerado cúmplice de Titoto e condenado a 17 anos de prisão. Esta é a segunda condenação de Adelir pelo mesmo crime; a primeira, em 2014 (18 anos de prisão), foi anulada em 2016.
Decisão e recursos
O promotor Marcos Túlio Nicolino avaliou a pena de 17 anos como branda, considerando a impossibilidade de aumento da pena devido à sentença anterior. Ele acredita que o Tribunal não irá alterar a sentença. A defesa de Adelir já entrou com recurso, mas o promotor considera improvável que ele consiga responder em liberdade, devido ao histórico de foragido na primeira condenação. Alexandre Titoto, condenado a 25 anos, também aguarda julgamento de apelação e, segundo o promotor, deverá ser preso após o esgotamento dos recursos.
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Situação dos réus
Adelir foi preso após o julgamento. Titoto, apesar da condenação, obteve liberdade provisória e aguarda o julgamento de apelação. O advogado de Titoto se recusou a comentar o caso. Ambos são acusados de homicídio triplamente qualificado. O crime ocorreu em Ribeirão Preto, com o corpo da vítima sendo encontrado em Serrana. A investigação apontou que Titoto atraiu Araújo para seu escritório e, com a ajuda de Adelir, o enterrou em uma área rural.



