Presidente do Sincovarp, Paulo César Garcia Lopes, avalia os prejuízos com os dez dias de fechamento do comércio em Ribeirão
Após mais de dez dias com as portas fechadas devido às restrições sanitárias, o comércio de Ribeirão Preto reabre suas portas. Para discutir os impactos desse período e as perspectivas futuras, conversamos com Paulo César García Lopes, presidente do Cincovarp.
Balanço do Período de Fechamento
O fechamento do comércio trouxe impactos negativos significativos para o setor em Ribeirão Preto. Um estudo da Federação do Comércio do Estado de São Paulo previa um aumento de 5,7% nas vendas do varejo em junho, mas a cidade não deverá atingir esse número devido aos dez dias de portas fechadas. Apesar disso, há expectativas positivas para o Dia dos Namorados, uma data importante para o comércio, especialmente após a ausência de comemorações em datas relevantes no ano passado.
Expectativas para o Dia dos Namorados e o Futuro
A expectativa é de um aumento nas vendas para o Dia dos Namorados, impulsionado por diversos fatores: a chegada tardia, mas importante, do auxílio emergencial; a ajuda emergencial municipal; o pagamento do décimo terceiro do INSS e do IPM; e a demanda reprimida. Setores como cosméticos e vestuário, bastante impactados pela pandemia, devem apresentar crescimento. A nova etapa do Plano São Paulo e o avanço da vacinação também contribuem para o otimismo.
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Apesar do otimismo, a retomada gradual e a necessidade de manter os protocolos sanitários são pontos importantes. A venda online, por meio de aplicativos e drive-thru, se mostrou relevante durante o período de fechamento, mas a venda presencial continua crucial. O presidente do Cincovarp destaca a importância do apoio do município para salvar empregos, considerando o impacto negativo das restrições e a possibilidade de demissões.
Medidas de Apoio ao Comércio Local
Para minimizar o impacto negativo e auxiliar na preservação dos empregos, o setor comercial necessita de recursos e facilidades por parte do município. O acesso a crédito é apontado como um desafio, com muitos comerciantes enfrentando dificuldades financeiras e restrições de crédito. A sugestão é que o governo municipal, estadual e federal promovam o parcelamento de dívidas tributárias e trabalhistas, dando tempo para as empresas se recuperarem e reinjetarem capital no mercado. A ajuda precisa chegar de forma mais ágil e eficiente aos pequenos comerciantes, que são os principais responsáveis pela geração de empregos na região. A atual situação econômica exige medidas efetivas para auxiliar o setor a superar as dificuldades e se preparar para o futuro.



