Lei sancionada pela prefeitura tornou serviços em essenciais, autorizando atendimento com ocupação de 20% na cidade
Franca flexibiliza regras e permite funcionamento de comércios, salões e restaurantes
Comércio e serviços essenciais reabertos em Franca
A Prefeitura de Franca, no interior de São Paulo, sancionou uma lei que classifica comércios, salões de beleza e restaurantes como serviços essenciais. A partir da publicação, esses estabelecimentos podem funcionar das 5h às 20h, com ocupação máxima de 20%. A decisão gerou reações diversas entre os empresários locais.
Impacto econômico e alívio para empresários
Para Denizia Fernandes, proprietária de dois restaurantes na cidade, a reabertura representa um alívio após meses de queda significativa no faturamento (cerca de 70%). A venda de marmitas, alternativa durante o período de fechamento, gerou custos elevados com entregas, comprometendo a lucratividade. Soraya Carrillo, dona de uma loja de roupas, também comemorou a possibilidade de retomar as vendas presenciais, ressaltando a importância do contato direto com os clientes para impulsionar as vendas.
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A mesma flexibilidade se estende aos salões de beleza, que também foram incluídos na lista de serviços essenciais, com atendimento individual e horário de funcionamento entre 5h e 20h. Áurea Lopes, proprietária de um salão, afirma estar adotando medidas de segurança reforçadas, como o uso de descartáveis e equipamentos de proteção individual para funcionários e clientes.
Prefeitura justifica decisão e monitora indicadores
O prefeito Alexandre Ferreira justificou a decisão com base na melhora dos indicadores epidemiológicos em Franca, que apresenta taxa de ocupação de leitos de UTI abaixo de 75%, enquanto outras regiões do estado estão em situação mais crítica. Ele ressaltou que a situação será monitorada constantemente e que o município pode rever as medidas caso haja aumento nas internações. A prefeitura afirma que irá analisar os dados a cada três dias, mantendo a flexibilização enquanto os números permanecerem em queda. Qualquer sinal de aumento nos casos pode levar a um retorno às medidas mais restritivas.
Apesar da decisão municipal, a Secretaria de Desenvolvimento Regional do Estado de São Paulo informou que notificará o Ministério Público, uma vez que o estado permanece na fase vermelha do Plano São Paulo até 19 de março. A secretaria reforça que os decretos estaduais prevalecem e que as cidades podem restringir, mas não flexibilizar, as medidas estaduais.



