Prefeitura fez a extração para a instalação de uma ciclofaixa; árvores frutíferas e até um ipê com 20 anos foram retirados
Ciclofaixa causa polêmica no Parque Industrial Tanquinho
A construção de uma ciclofaixa na Avenida Tomás Alberto Ótale, no Parque Industrial Tanquinho, em Ribeirão Preto, tem gerado revolta entre moradores e comerciantes da região. A principal queixa é a retirada de mais de 30 árvores do canteiro central da avenida, algumas com mais de 20 anos e frutíferas, como ipês e árvores de limão.
Indignação e protestos
Aline Grigoleto, vendedora local, relatou a indignação com a velocidade da remoção das árvores, que forneciam sombra e amenizavam o calor da região. Empresários como Tiago Augusto, do Amizete, também se manifestaram, questionando a falta de comunicação prévia e a ausência de melhorias na infraestrutura local, como semáforos, faixas de pedestres e lombadas, reivindicações antigas da comunidade. Valdir Molina, mecânico com oficina na avenida há 21 anos, expressou sua indignação, lembrando que seu pai havia plantado algumas das árvores removidas.
Resposta da Prefeitura
A Secretaria do Meio Ambiente justificou a retirada das árvores alegando que a construção da ciclofaixa está de acordo com a licença ambiental nº 143/2019. A nota oficial afirma que foram retiradas cinco espécies nativas e 27 exóticas, com a compensação prevista de plantio de 300 mudas no Orto Municipal e paisagismo em áreas afetadas. A secretaria também mencionou um inventário da cidade para um plano de arborização urbana e um plano de ação para mudanças climáticas.
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A imagem do corte das árvores gerou comoção, mostrando a devastação de uma área verde consolidada. Apesar da justificativa da prefeitura, a polêmica permanece, com moradores e comerciantes questionando a proporcionalidade entre a construção da ciclofaixa e a remoção de árvores centenárias que contribuíam para o bem-estar da comunidade.



