Fator Black Friday seria uma das explicações pela pouca movimentação nas lojas
O índice de confiança do empresário do comércio paulista apresentou queda de 0,5% em dezembro, passando de 109,7 pontos em novembro para 109,01 pontos, segundo dados da Fecomércio-SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo).
Queda pontual ou tendência de baixa?
Apesar da retração, a Fecomércio-SP afirma que o resultado não é negativo, tratando-se de um ajuste após sucessivas altas. Acima de 100 pontos, o índice é considerado otimista. Thiago Carvalho, assessor econômico da entidade, destaca a expectativa de retomada da confiança nos próximos meses.
Recuperação do varejo e seus reflexos
Carvalho aponta a forte recuperação das vendas no varejo ao longo do ano, incluindo setores impactados pela crise, como o de bens duráveis (veículos, materiais de construção e eletrodomésticos). Esse crescimento nas vendas, segundo ele, contribui para a retomada da confiança empresarial, influenciando decisões de investimento.
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Cenário positivo e projeções futuras
O indicador da Fecomércio-SP considera as percepções sobre as condições econômicas atuais, expectativas e índice de investimento. Com a melhora do cenário, o empresário passa a projetar um futuro mais positivo, investindo em expansão (abertura de novas lojas, reformas) e contratação de funcionários. Em Ribeirão Preto, o faturamento do varejo atingiu R$ 3 bilhões em dezembro, com alta de quase 7%, representando crescimento por 16 meses consecutivos. Dados do IBGE também apontam crescimento nas vendas do varejo entre outubro e novembro, impulsionadas pela Black Friday. A confiança, segundo analistas, se mostra disseminada por todo o país e em diversos setores do varejo, com crescimento anual do índice de confiança de 11,5%. A recuperação abrangeu setores essenciais (supermercados e farmácias) e aqueles mais afetados pela crise.
Em resumo, apesar da pequena queda em dezembro, o cenário para o comércio varejista se mostra positivo, com expectativas de crescimento e retomada da confiança empresarial para os próximos períodos.



