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Comerciantes que trabalham no Ceagesp reclamam da falta de estrutura do local

Chuva desta terça deixou o local repleto de barro nesta madrugada; redes elétrica, de água e esgoto estão em obras há um ano
Falta de estrutura Ceagesp
Chuva desta terça deixou o local repleto de barro nesta madrugada; redes elétrica, de água e esgoto estão em obras há um ano

Chuva desta terça deixou o local repleto de barro nesta madrugada; redes elétrica, de água e esgoto estão em obras há um ano

Obras de infraestrutura, iniciadas há quase um ano, têm gerado transtornos significativos para profissionais e comerciantes que atuam no entreposto. As intervenções nas redes de água e eletricidade, embora necessárias, têm impactado negativamente o cotidiano do local, especialmente após as recentes chuvas.

Atolamento e Prejuízos: O Drama dos Motoristas

Na última quarta-feira, a situação atingiu um ponto crítico quando um caminhão atolou no pátio, causando prejuízos ao motorista Ricardo Lúcio de Souza. Revoltado, ele relatou as dificuldades enfrentadas diariamente: “Eu saí de casa às três da manhã, chovendo, peguei o caminhão. Fui entrar aqui, estava com carga alta, tentei entrar e o caminhão afundou.” Segundo Ricardo, o incidente foi causado pelo ceder do solo devido às obras mal feitas. O prejuízo, lamenta, recai sobre ele, sem qualquer auxílio.

Condições de Trabalho Precárias e Reclamações Constantes

Outros profissionais compartilham da mesma insatisfação. Benedito Coito, outro trabalhador do local, descreve as condições de trabalho como “barro, barro, barro”. Ele relata que, mesmo em dias sem chuva, a água utilizada nas obras transforma o pátio em um lamaçal. A situação, segundo ele, persiste há cerca de seis meses, sendo uma consequência direta das obras que se arrastam por mais de um ano.

A Defesa da Cia GESP e os Desafios da Reforma

Em resposta às reclamações, o engenheiro agrônomo Isaque Lima, representante da Cia GESP, explicou que o entreposto atende um grande número de pessoas diariamente, o que impossibilita o fechamento total para a reforma. “Aqui é um entreposto que abastece mais de 100 municípios do estado de São Paulo e Sul de Minas. Há uma movimentação em torno de 5 mil pessoas diárias aqui”, afirmou. Segundo ele, a complexidade da reforma, que não se trata de um simples “puxadinho”, dificulta a execução sem causar transtornos. O engenheiro mencionou o incidente com o caminhão, atribuindo-o ao solo que cedeu devido à chuva. Questionado sobre os danos ao veículo, preferiu não se manifestar.

O prazo inicial para o término das obras é 30 de setembro, mas a Cia GESP ainda não confirmou se a data será mantida, considerando o período chuvoso.

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