Sem Área Azul e com estacionamento gratuito, trabalhadores da área estariam ocupando as vagas nas ruas
A cobrança pelo estacionamento na área azul de Ribeirão Preto tem sido um assunto controverso desde atrássto de 2015, quando a prefeitura aumentou a tarifa de R$ 1,00 para R$ 3,00, argumentando que o valor não era atualizado desde 1998.
Suspensão e Projetos Barrados
A cobrança foi suspensa em junho do ano passado após decisão judicial que apontou irregularidades no processo, exigindo uma lei específica e não apenas um decreto. Apesar de projetos de lei terem sido enviados à Câmara em novembro de 2022 e novamente este ano, ambos foram rejeitados. As propostas, que previam valores entre R$ 1,50 e R$ 3,00 por período, foram consideradas inadequadas pela comissão de Constituição e Justiça, que solicitou uma lei complementar.
Impasse e Preocupações
Os vereadores propuseram alterações significativas, incluindo a responsabilização da prefeitura por danos a veículos estacionados na área azul, e a extensão do tempo de permanência para até 4 horas. Além disso, exigem a responsabilidade da prefeitura e da Transep por quaisquer acidentes, danos, furtos ou prejuízos. Esta situação preocupa a Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (ACIRP), que aponta queda nas vendas nos últimos 8 meses devido à suspensão da cobrança.
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Consequências da Suspensão
De acordo com o presidente da ACIRP, Antônio Carlos Massoneto, a ausência de rotatividade nas aproximadamente 1.400 vagas da área azul tem dificultado o acesso de consumidores ao centro da cidade. A maioria das vagas está ocupada por lojistas e funcionários durante todo o dia, impactando diretamente o comércio local. A busca por vagas de estacionamento na região central tornou-se um desafio para motoristas, que frequentemente encontram apenas vagas em locais proibidos ou destinados a carga e descarga. A prefeitura afirma estar elaborando um novo projeto de lei, mas ainda não definiu um prazo para sua apresentação.



