Secretária de Segurança Pública disse que em 2023 foram 2.760 furtos na região em 2023; moradores lamentam situação
Comerciantes de Ribeirão Preto intensificaram as reclamações sobre a insegurança na Avenida Dom Pedro, principal corredor comercial que divide as zonas oeste e norte da cidade. Donos de lojas relatam furtos frequentes e uma sensação crescente de vulnerabilidade, mesmo com sistemas de proteção instalados.
Furtos e perdas de equipamentos
Segundo relatos, ladrões atuam com frequência na via e chegam a levar equipamentos instalados para aumentar a segurança dos estabelecimentos. O caso mais recente ocorreu no cruzamento da Avenida Dom Pedro com a Rua Bomfim, quando imagens de circuito interno mostram um suspeito pulando o portão de uma loja — mesmo com cerca elétrica — e furtando uma câmera de monitoramento.
Relatos dos comerciantes
O proprietário da loja afirmou que reforçou a segurança, mas que as medidas têm se mostrado insuficientes. Ele destacou que não é a primeira vez que sofre violência na avenida e descreveu a rotina de roubos de bolsas e celulares na região. “Eles roubam câmeras, levam os números que a gente coloca, o endereço. A avenida vira rota de fuga”, disse o comerciante, que apontou também a pouca iluminação e o baixo movimento noturno como fatores que favorecem as ações criminosas.
Dados policiais e resposta das autoridades
Registros oficiais apontam aumento nos furtos nos distritos que atendem a região. No terceiro distrito policial houve 1.643 furtos em 2023, ante 1.560 em 2022, alta de 5,3%. Já no quinto distrito foram 1.117 registros em 2023 contra 1.080 em 2022, acréscimo de 3,4%.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo informou que as polícias Civil e Militar atuam de forma integrada para coibir furtos e roubos na cidade e pediu que as vítimas registrem boletim de ocorrência, essencial para que investigações sejam iniciadas. A pasta destacou que, com base nas estatísticas, a Polícia Militar intensifica rondas ostensivas nas áreas com maior incidência de crimes.
Comerciantes aguardam ações que devolvam sensação de segurança ao comércio e à circulação pela avenida.



