Lojistas acreditam que os dispositivos inibem os bandidos; Prefeitura prometeu a instalação de novos equipamentos
Ribeirão Preto enfrenta problemas com seu sistema de monitoramento por câmeras de segurança. O projeto, que chegou a contar com mais de 150 câmeras em parceria com a Polícia Militar e a Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (ACIRP), atualmente opera com apenas 24 equipamentos em funcionamento.
Câmeras inativas e aumento da criminalidade
Muitas câmeras foram retiradas ou estão inoperantes, como exemplifica o caso da esquina das ruas Luiz Barreto e José de Alencar, nos Campos Elíseos, onde apenas o suporte permanece. A falta de vigilância nessa região é apontada por moradores e comerciantes como um fator que contribui para o aumento da criminalidade. Somente nesse cruzamento, foram registrados 12 roubos de celulares em 2023. O comerciante José Amilton Marini relata a insegurança crescente na área, mencionando diversos casos de roubos em estabelecimentos próximos.
Histórico do projeto e fim da parceria
O projeto “Olhos de Águia”, inicialmente em parceria com a ACIRP, teve seu funcionamento otimizado pela associação até o final de 2017. Segundo Orival Balbino, presidente da ACIRP, a prefeitura optou por assumir a administração do projeto, encerrando a parceria. Apesar do histórico de sucesso na gestão da ACIRP, com todas as câmeras em perfeito funcionamento, a mudança de administração acarretou na redução significativa do número de câmeras ativas.
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Soluções futuras
A prefeitura anunciou planos para realizar uma licitação para manutenção das câmeras existentes e instalar mais 30 equipamentos em diversos bairros, incluindo os Campos Elíseos. No entanto, não há previsão de quando essas ações serão implementadas. A população aguarda melhorias no sistema de segurança para recuperar a sensação de proteção e reduzir os índices de criminalidade.



