Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Caetano Cury
O Shopping Popular de Campos, inaugurado como alternativa para os camelôs, enfrenta desafios para atrair o público e gerar o volume de vendas esperado. Comerciantes relatam dificuldades em manter seus negócios, mesmo com a infraestrutura oferecida.
A Realidade dos Comerciantes
Vendedores como Debt, Vanessa e Janete compartilham suas experiências no novo espaço. Debt lamenta que o movimento em sua loja não se compara ao que obtinha nas ruas, mal cobrindo as despesas do condomínio. Vanessa, por sua vez, enfrenta a falta de clientes e a necessidade constante de mudar o mostruário na esperança de atrair compradores, acumulando prejuízos. Janete, localizada na entrada do shopping, adota estratégias de divulgação na calçada para atrair clientes, reconhecendo que, sem essa abordagem, muitos sequer saberiam da existência do local.
Estratégias e Dificuldades
A busca por alternativas é uma constante. Dona Nivaldece, que vende salgados e churros, relata que precisa de outra atividade para complementar a renda, já que o movimento é inferior ao que tinha em sua antiga barraca no calçadão. Janete Sena Silva da Costa, para atrair clientes, distribui panfletos e aborda as pessoas na calçada, convidando-as a conhecer a loja. Ela também contrata pessoas para divulgar seus produtos no calçadão, buscando atrair o público que não chega até o shopping.
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Fiscalização e Regras
A fiscalização é um ponto sensível. A Associação Comercial Industrial espera que a prefeitura não permita a venda de camelôs nas ruas, já que existe o Shopping Popular. A Guarda Municipal e a fiscalização apreenderam produtos de algumas lojas que estariam fechadas ou sendo “terceirizadas”, o que é proibido pelas regras do shopping. A exigência é que o proprietário esteja presente no estabelecimento durante o horário de funcionamento.
Apesar dos esforços e da infraestrutura oferecida, o Shopping Popular de Campos ainda busca consolidar-se como um ponto de comércio viável para os vendedores que antes atuavam nas ruas.



