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Comerciantes reclamam do perigo na ‘baixada’ de Ribeirão Preto

Violência e assaltos a comércios na Avenida Jerônimo Gonçalves preocupam quem mora e passa pelo Centro
perigo na baixada
Violência e assaltos a comércios na Avenida Jerônimo Gonçalves preocupam quem mora e passa pelo Centro

Violência e assaltos a comércios na Avenida Jerônimo Gonçalves preocupam quem mora e passa pelo Centro

A região da Avenida Gerônimo Gonçalves em Ribeirão, conhecida como Baixada, tem se firmado como um ponto de preocupação, especialmente durante a noite. Apesar de ser uma área de grande fluxo, conectando o centro da cidade a um dos bairros mais populosos e tradicionais de Ribeirão, Ávila Tibério, e estando próxima à rodoviária, a sensação de segurança é baixa.

O Medo Constante dos Frequentadores

Relatos de moradores e frequentadores da região ilustram o clima de insegurança. Renilde Andrade, atendente de telemarketing, expressa a necessidade urgente de reforço no policiamento. “Precisa melhorar bastante o policiamento, não consigo me sentir segura. A gente passa sempre correndo, se tem alguém que olha a torto a gente já fica meio assim, fica preocupada.” A estudante Gabriela Mazucato compartilha do mesmo sentimento, afirmando que sempre anda com medo, principalmente dependendo do horário e de quem a acompanha. “Depende do horário que a gente passa e também depende com quem a gente passa, que tem vezes que a gente passa de manhã, tá tudo bem. Mas geralmente a gente fica com medo, ainda mais nas mulheres, com os homens aqui, até mesmo com mulheres. Às vezes mexe, a gente não se sente seguro. Então é meio complicado aqui sim, a segurança aqui não é tão legal assim não.”

A Noite Agrava a Situação

A situação se agrava durante a noite. A comerciante Claudia Fusato, proprietária de um bar na Avenida Gerônimo Gonçalves, vivenciou uma tentativa de assalto ao fechar seu estabelecimento. “Olha, eu estava no balcão, a hora que a gente fechou o bar, a pessoa estava no bar já três horas gastando, mas muito pouca, a gente achou que tinha coisa estranha, porque um os entra, sai e ele ficou bastante tempo. Fechei o bar, uma porta, que eu fechei a metade, acho que eu entrei pra pegar a bolsa e pedi a licença pra todo mundo sair. A hora que eu fui entrei pra pegar a bolsa, que eu fui sair, derrapei com ele entrando. Ele pôs a mão debaixo da camisa e deu uma que tava armada, ele não tava armada. A gente percebeu que não era arma, mas não podia tentar, que a gente não sabia.”

Estatísticas Alarmantes

Os números reforçam a percepção de perigo. Em 2015, a região da Gerônimo Gonçalves registrou mais de dois mil e seiscentos furtos. A Polícia Militar ainda não respondeu aos questionamentos sobre um possível aumento ou intensificação da segurança no bairro.

A situação na Baixada demanda atenção e medidas efetivas para garantir a segurança dos cidadãos que transitam e trabalham na região.

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