Prefeitura rompeu contrato com a empresa responsável pelas obras na Marcondes Salgado, São José e que também tocava a 9 de Julho
As obras de revitalização no quadrilátero central de Ribeirão Preto seguem paralisadas desde o rompimento do contrato entre a prefeitura e a empreiteira Metropolitana, deixando trechos expostos e criando transtornos a moradores, comerciantes e ao tráfego local. Embora a prefeitura tenha realizado intervenções paliativas em parte da Avenida 9 de Julho, duas ruas do centro — Comandante Marcon de Salgado e São José — permanecem praticamente abandonadas.
Paralisação, danos e medidas temporárias
O rompimento do contrato suspendeu todos os serviços planejados para a região. A prefeitura recapiou um trecho da Avenida Francisco Junqueira para liberar o tráfego, mas um quarteirão entre Francisco Junqueira e a Rua Visconde do Rio Branco ficou com valas abertas e obras expostas. Moradores relatam que a alteração no fluxo de veículos e a sinalização provisória complicaram ainda mais a circulação local.
Comerciantes e moradores relatam prejuízos
Na Comandante Marcon de Salgado e na São José, próximos à Francisco Junqueira, há diversos pontos com pavimento e calçadas danificadas, o que torna difícil o acesso a pé e de carro. Kleber Hian, vendedor de uma loja na região, contou que clientes já se feriram após cair em trechos esburacados. Segundo comerciantes, a própria comunidade precisou fazer pequenos reparos nas calçadas por conta própria, e não houve retorno claro da administração municipal sobre uma solução definitiva.
Nova contratada e a expectativa de retomada
Após meses de paralisação, a segunda licitação foi vencida pela construtora Aera Técnica, cuja ordem de serviço foi assinada na semana passada. A prefeitura afirma que as obras, incluindo os trechos da Marcon de Salgado e da São José, devem ser retomadas na próxima segunda-feira. André Rezende, coordenador do Comitê de Acompanhamento das Obras de Mobilidade, diz que é preciso aprender com os erros anteriores e aproveitar o período de estiagem para acelerar os serviços e recuperar o tempo perdido.
A situação deixa moradores e comerciantes apreensivos, que esperam que a nova fase de obras traga não só retomada nos serviços, mas também soluções permanentes para a acessibilidade e o comércio na região central. A reportagem continuará acompanhando os desdobramentos e eventuais respostas da prefeitura.



