Voos da companhia foram suspensos em março pela Anac porque a Voepass não cumpriu requisitos de segurança; entenda
Uma comissão da Câmara dos Deputados realizou uma reunião em Brasília para discutir a suspensão dos voos da companhia aérea Voipás, Comissão de Deputados sobre o acidente, que opera em Ribeirão Preto. A principal preocupação dos deputados é o aumento dos preços das passagens aéreas, especialmente em trechos curtos anteriormente atendidos pela Voipás.
A reunião contou com a participação do diretor-presidente substituto da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), Roberto José Silveira Honorato, e do superintendente da agência, Bruno Diniz. Eles explicaram que a suspensão das operações da Voipás não foi uma punição pelo acidente ocorrido em atrássto do ano passado em Vinhedo, que resultou na morte de 62 pessoas. A investigação sobre as causas do acidente ainda está em andamento pelo Centro Nacional de Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA).
Após o acidente, a ANAC estabeleceu uma operação assistida na Voipás, com técnicos e pilotos da agência acompanhando a rotina da empresa e emitindo recomendações. Em fevereiro de 2025, uma segunda etapa da operação assistida identificou problemas na segurança da companhia, incluindo a perda da capacidade do sistema de gestão de segurança, que envolve procedimentos para identificar e solucionar problemas operacionais. Além disso, medidas de redução da frota determinadas anteriormente não estavam sendo mantidas integralmente.
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Devido a esses problemas, a ANAC decidiu suspender as operações da Voipás em 11 de março, até que a empresa apresente soluções adequadas. A suspensão não tem prazo definido para ser revertida.
Repercussão e impacto econômico: O deputado federal Bruno Ghanem, que presidiu a reunião, destacou a preocupação da comissão com o impacto econômico da suspensão das operações da Voipás. Ele ressaltou a importância da regulação no setor aéreo para garantir segurança e estabilidade, apesar de defender um mercado livre.
Adaptação do mercado: Segundo a ANAC, o mercado já conseguiu suprir a demanda deixada pela Voipás. Após o acidente, a empresa reduziu sua operação de 1.800 para 1.100 voos mensais, que passaram a ser comercializados pela Latam. Não há previsão para o retorno das operações da Voipás, que precisa cumprir uma série de exigências da agência reguladora.
Situação financeira da Voipás: No mês passado, a Voipás demitiu parte de seus funcionários, incluindo tripulação, trabalhadores aeroportuários e equipe de apoio, justificando as demissões como parte da nova realidade da empresa após a suspensão das operações. A companhia também entrou com pedido de recuperação judicial, alegando uma dívida total de R$ 429 milhões. A Voipás afirmou que a Latam é a principal responsável por sua crise financeira. A Latam foi procurada, mas não se manifestou sobre o assunto.
Informações adicionais
A investigação do acidente aéreo pela CENIPA ainda não foi concluída, e a ANAC mantém a suspensão das operações da Voipás até que a empresa atenda às exigências de segurança. O impacto da suspensão no mercado aéreo regional e nos preços das passagens permanece como uma preocupação central dos parlamentares.



