Auditoria faz parte da CPI que investiga possíveis irregularidades nas construções
Nesta quinta-feira, membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) e técnicos da Câmara de Ribeirão Preto iniciaram a análise dos custos do anexo da Câmara Municipal. A obra, inicialmente orçada em R$ 7 milhões, já consumiu R$ 6,8 milhões e ainda necessita de cerca de R$ 3 milhões para ser concluída.
Custos Exagerados e Irregularidades
A CPI investiga denúncias de custos exagerados na construção do anexo. O professor de Engenharia de Estrutura, Lair, responsável pela avaliação do prédio, afirma que analisará os gastos com materiais e mão de obra. Segundo ele, a principal preocupação da CPI é a disparidade de valores e a possível falta de observância das normas técnicas. O professor destaca a ausência de itens essenciais em um prédio público, como rampas de acessibilidade, saídas de emergência e espaço adequado para cabeamento, contrariando as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
Falta de Planejamento e Desperdício de Recursos
O primeiro secretário da mesa, Tony Allima, critica a falta de planejamento na obra. Ele argumenta que, com melhor organização, a construção do anexo poderia ter sido evitada, sugerindo que uma reforma no prédio antigo da Câmara seria suficiente. A demora na conclusão da obra também impactou os cinco novos vereadores, que trabalham em gabinetes improvisados.
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Auditoria e Próximos Passos
A auditoria, sem custos adicionais para a Câmara, deve ser concluída em até 30 dias. A construtora Acedro, responsável pela obra, declarou estar à disposição para esclarecer quaisquer dúvidas sobre a construção. A investigação da CPI busca apurar as causas dos custos elevados e as possíveis irregularidades na obra do anexo da Câmara Municipal de Ribeirão Preto.



