Vereador do PDT havia sido retirado do cargo de relator por ser do mesmo partido de um dos investigados pela Operação Sevandija
O vereador Rodrigo Simões teve um pedido de afastamento e cassação arquivado pelo Conselho de Ética de Ribeirão Preto. O pedido, protocolado por João Silvério de Carvalho Neto, candidato a vereador pelo PMDB em 2023, não prosperou por falta de provas.
Pedido de afastamento arquivado
O relator, vereador Beto Kangusul, entendeu que o autor da representação não apresentou provas suficientes para comprovar a materialidade e a autoria da conduta atribuída a Simões. A defesa do vereador foi apresentada e acolhida, levando ao arquivamento do processo.
Retorno às funções e implicações
Com o arquivamento, Simões retorna às suas funções, inclusive como relator na Comissão Processante do Conselho de Ética que investiga vereadores afastados pela Operação Sevandígia. A operação, que investiga irregularidades na política local, não apresentou nenhuma evidência que comprometesse o vereador, segundo sua defesa.
Leia também
Substituições e suspensão de salários
Em decorrência da Operação Sevandígia, três vereadores foram afastados e substituídos por seus suplentes: Alessandro Maraca (Samuel Zanferdini), Elisêo Rocha (Maurílio Romano) e José Gonçalves Neto (Genivaldo Gomes). A presidente da Câmara, Glaucia Berenice, anunciou a suspensão dos salários dos vereadores afastados até o fim do ano, devido à falta de clareza na sentença judicial sobre a manutenção ou não dos vencimentos. A decisão foi tomada por precaução, após consultas ao Tribunal de Contas, Justiça Eleitoral e Justiça Comum.
Com a posse dos suplentes, a Câmara Municipal de Ribeirão Preto atingiu o quórum qualificado necessário para a votação de projetos especiais. A expectativa é que a pauta seja destravada, com a votação das contas públicas da prefeitura (2012 e 2013) prevista para a próxima quinta-feira.



