Especialistas apontam que as partículas do ar tem potencial cancerígena; ouça a coluna ‘De Olho na Política’ com Marcelo Fontes
Qualidade do ar comprometida em Ribeirão Preto
Os incêndios em Ribeirão Preto têm comprometido severamente a qualidade do ar na cidade, causando preocupação entre autoridades e especialistas. Uma audiência pública na Câmara dos Vereadores debateu o problema, com a participação de técnicos da CTSB, funcionários da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, e pesquisadores da USP. Dados apresentados foram alarmantes, indicando altos níveis de poluentes e a presença de partículas potencialmente cancerígenas. A USP divulgou em seu portal que Ribeirão Preto registrou, em 6 de setembro, o pior nível de qualidade do ar em 70 anos.
Possibilidade de reversão e ações preventivas
Apesar da gravidade da situação, Mariana Veras, pesquisadora da USP, acredita que o problema pode ser revertido com políticas públicas eficazes voltadas para a preservação do meio ambiente. A ênfase deve estar na prevenção, principalmente durante a estação seca (junho a setembro), período em que os incêndios são mais frequentes. A realização de audiências públicas, como a ocorrida na Câmara, é fundamental, mas as ações precisam ser contínuas e não apenas reativas, implementadas ao longo do ano para evitar a repetição do cenário crítico.
Regulamentação de placas de imóveis
Em outra pauta da Câmara dos Vereadores, está a votação de um projeto de lei que regulamenta a quantidade e o tipo de placas de “vende-se” e “aluga-se” em imóveis. A proposta limita a dois o número de anúncios por imóvel, cada um com um metro quadrado, e exige a inclusão do CRECI do corretor responsável. A medida visa combater a poluição visual causada pelo excesso de placas, um problema agravado após o início da pandemia, quando muitos imóveis ficaram vagos.
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A situação da qualidade do ar em Ribeirão Preto exige atenção imediata e ações contínuas de prevenção e monitoramento. A regulamentação das placas, por sua vez, demonstra a preocupação da Câmara com a organização e a estética urbana. Ambas as questões refletem a necessidade de políticas públicas que promovam o bem-estar da população e a sustentabilidade da cidade.