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Comitê de Política Monetária mantém a taxa de juros em 13,75%

Economista Nelson Rocha Augusto analisa a decisão e comenta as incertezas do mercado internacional e a crise dos bancos
taxa de juros
Economista Nelson Rocha Augusto analisa a decisão e comenta as incertezas do mercado internacional e a crise dos bancos

Economista Nelson Rocha Augusto analisa a decisão e comenta as incertezas do mercado internacional e a crise dos bancos

A manutenção da taxa Selic em 13,75% pelo Comitê de Política Monetária (Copom) gerou debates. Embora houvesse pressão por redução, a inflação ainda elevada no Brasil justifica a cautela, segundo o economista Nelson Rocha, em entrevista à CBN.

Pressão pela redução da taxa Selic e os desafios da inflação

A pressão pela redução da taxa Selic é grande, mas o Banco Central precisa considerar a inflação persistentemente alta. A decisão não é um cabo de guerra entre o Banco Central e o governo, mas sim uma resposta técnica à realidade econômica. Diversos fatores, como a construção do novo arcabouço fiscal e a fragilidade do controle de despesas públicas no Brasil, influenciam a decisão.

Cenário internacional e expectativas de queda da inflação

A incerteza no mercado internacional, devido à crise bancária nos EUA e na Europa, também contribui para a manutenção da taxa Selic. A queda da inflação é gradual e depende de fatores como a boa safra agrícola, a redução do preço do petróleo e o controle do crédito. As expectativas de inflação, segundo dados do Focus, subiram recentemente, indicando incerteza no mercado.

Perspectivas futuras e a importância do novo arcabouço fiscal

Apesar do cenário desafiador, Nelson Rocha acredita que, se o Brasil cumprir suas metas fiscais e o novo arcabouço fiscal for aprovado, há alta probabilidade de redução da taxa Selic no próximo encontro do Copom. A aprovação do novo arcabouço é crucial para a estabilidade econômica e a redução do endividamento público. A cautela do Banco Central é justificada pela necessidade de segurança e de evitar consequências negativas como o aumento da inflação, caso haja uma redução precipitada dos juros. A decisão é técnica e não política, considerando a complexidade da formação de preços e a necessidade de controlar a inflação e o endividamento público. O custo de vida elevado impacta diretamente o orçamento das famílias, mas há sinais de queda gradual de preços em alguns produtos. A paciência é fundamental para evitar a reversão dos resultados positivos e a retomada da alta inflacionária.

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