É o segundo anúncio consecutivo de manutenção do índice; quem explica a decisão é Nelson Rocha Augusto no ‘CBN Economia’
Cenário Internacional: Fed e a Taxa de Juros Americana
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed) manteve a taxa de juros em 10,5%, pela segunda vez consecutiva. Apesar disso, o presidente do Banco Central Americano, Jerome Powell, em entrevista posterior ao comunicado, sinalizou um progresso significativo no combate à inflação. O mercado de trabalho americano, antes tenso, mostra sinais de relaxamento, com redução da pressão sobre os preços. A perspectiva para a economia americana é positiva, convergindo para a meta de inflação de 2% ao ano a médio prazo. Essa conjuntura aumenta a probabilidade de início de um ciclo de redução da taxa de juros americana em setembro ou dezembro.
Cenário Nacional: Selic e a Economia Brasileira
No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) também manteve a taxa Selic. Embora haja um alívio na pressão inflacionária internacional devido à queda nos preços de commodities como trigo, soja e petróleo, o Banco Central Brasileiro mantém uma postura cautelosa. A instituição reconhece a evolução positiva da política fiscal, mas exige confirmação e consolidação dessas melhorias antes de qualquer redução na Selic. A economia brasileira apresenta bons indicadores de emprego e atividade, principalmente no setor de serviços, o que demanda cautela para evitar aceleração de preços.
Perspectivas e Conclusões
A expectativa da maioria dos analistas é de que o Banco Central Brasileiro não reduzirá a taxa de juros imediatamente. No entanto, considerando o cenário internacional e o bom desempenho da economia brasileira, a possibilidade de início de um ciclo de redução da Selic no final do ano, em dezembro, torna-se mais plausível. Diversos bancos centrais ao redor do mundo já iniciaram esse movimento, incluindo Europa, Canadá, China, México e Chile. A economia brasileira, apesar de forte, requer uma abordagem mais cautelosa devido ao seu bom desempenho.