Barretos, por exemplo, decretou situação de emergência por conta da crise hídrica; Carlos Alencastre, engenheiro civil, explica
A região enfrenta uma grave crise hídrica, com o baixo nível dos reservatórios ameaçando o abastecimento de água em diversas cidades. Um decreto de situação de emergência foi anunciado para tentar minimizar os impactos.
Impactos da Estiagem no Abastecimento de Água
Cidades abastecidas por água superficial, como Barretos, são as mais afetadas pela estiagem. As represas estão com níveis baixos, dificultando a captação e distribuição de água. O problema é recorrente, mas este ano a situação é mais severa devido à falta de chuvas prolongada, iniciada antes mesmo da época esperada. A alta temperatura aumenta o consumo de água, agravando a situação.
Soluções e Conscientização
A redução do consumo de água é crucial. Embora seja difícil convencer toda a população a economizar, mesmo uma diminuição significativa no consumo, como reduzir a lavagem de quintais, já traria resultados positivos. O consumo de água no Brasil é alto, muito acima da média mundial. Além da conscientização, é necessário investir em obras de saneamento para reduzir as perdas de água na distribuição. Em Ribeirão Preto, por exemplo, cerca de 45% da água captada se perde antes de chegar ao consumidor final.
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Regiões Mais Afetadas
Cidades próximas a Barretos e Franca, que dependem de rios para o abastecimento, são as mais vulneráveis à escassez de água. Ribeirão Preto, Serrana e Sertãozinho, por utilizarem o Aquífero Guarani, estão em situação mais estável. A economia de água é fundamental até a chegada das chuvas e a normalização do abastecimento. A conscientização sobre o uso prioritário da água, para consumo humano e animal, é essencial.



