Ouça a coluna ‘CBN Economia’, com Nelson Rocha Augusto
O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, sinalizou em ata recente a intenção de elevar a taxa de juros no país. Embora a expectativa de alta já existisse antes mesmo da eleição de Donald Trump, o mercado prevê que a elevação ocorra na reunião de dezembro, possivelmente seguida de outras.
Implicações da alta de juros nos EUA
A decisão do Fed de elevar a taxa de juros é resultado de um planejamento de longo prazo. O banco central americano interrompeu a compra de títulos públicos em 2014, iniciando um aumento gradual das taxas em 2015. A ata divulgada reforça a expectativa de um segundo aumento em dezembro de 2016. É importante notar que o Fed não considera, pelo menos a curto prazo, a mudança no cenário político americano após a vitória de Trump como um fator que impulsionará a inflação e, consequentemente, a necessidade de uma alta mais rápida nos juros. A instituição corrobora o crescimento moderado e consistente da economia americana, sem inflação significativa.
Cenário econômico americano e perspectivas globais
A inflação americana está abaixo da meta de 2%, com a expectativa de atingir esse nível somente no final de 2017 ou em 2018. Apesar da elevação das taxas de juros, esse cenário é visto como positivo, pois demonstra uma volta à normalidade de forma gradual. A previsão é de mais duas ou três altas de juros em 2017, resultando em uma taxa de juros entre 1% e 1,75% ao ano ao final do ano. Essa taxa, ainda abaixo da meta de inflação, indica uma economia americana saudável, com reflexos positivos para a recuperação econômica global, incluindo o Brasil.
Leia também
Perspectivas para o futuro
O aumento gradual das taxas de juros nos EUA demonstra uma economia americana forte e em crescimento moderado, sem sinais de inflação preocupante. Essa estabilidade contribui para um cenário econômico positivo a nível global, impactando positivamente países como o Brasil em sua trajetória de recuperação.