Quem explica o cenário econômico favorável nesse momento é o José Carlos de Lima Júnior, no ‘CBN Agronegócio’
Inflação em queda no Brasil e seus reflexos no agronegócio
A recente queda da inflação no Brasil, atingindo níveis inferiores aos de alguns países desenvolvidos, incluindo nações europeias, apresenta um cenário econômico mais favorável, com impactos positivos no agronegócio. Segundo José Carlos de Lima Jr., economista e especialista em agronegócio, essa redução inflacionária é resultado de duas ações governamentais principais.
Ações governamentais e queda do preço do petróleo
A primeira ação foi a imposição de um teto para o ICMS sobre combustíveis, controlando os tributos. A segunda foi a queda no preço do barril de petróleo no mercado internacional. Essa combinação de fatores, afetando diretamente o custo da energia, um insumo crucial para o agronegócio, contribuiu significativamente para a redução da inflação. A queda estimada em 15% no valor da energia elétrica também reforça esse impacto positivo.
Análise comparativa e o peso da energia
Entretanto, ao analisarmos o núcleo da inflação, excluindo alimentos e energia, a comparação com outros países se torna mais complexa. Enquanto a inflação brasileira se mantém em torno de 10%, a média em outros países fica em 4%, demonstrando o peso significativo da energia no cálculo inflacionário brasileiro. A queda nos preços dos combustíveis, portanto, tem um efeito relevante na redução da inflação geral e, consequentemente, no cenário do agronegócio.
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A queda da inflação e dos preços dos combustíveis cria um ambiente econômico mais positivo para o agronegócio brasileiro, embora uma análise mais detalhada, desconsiderando os fatores energia e alimentos, revele uma situação mais complexa em comparação com outros países. A influência do governo na contenção de custos e a conjuntura internacional contribuem para este cenário.