José Carlos de Lima Júnior analisa a produção da colheita passada com o período chuvoso e os impactos no preço do etanol
Desde as primeiras horas da manhã, o aumento nos combustíveis e a volta dos impostos estaduais, suspensos pelo governo federal, dominaram as discussões. Em Ribeirão Preto, a movimentação foi intensa desde cedo, com reflexos diretos no preço dos combustíveis.
Redução da Petrobras e Impacto nos Preços
Para minimizar os impactos do aumento, a Petrobras anunciou uma redução de 13 centavos no litro da gasolina e de 8 centavos no diesel. No entanto, com a volta dos impostos (47 centavos para a gasolina e 2 centavos para o etanol), o impacto para o consumidor será significativo. Considerando a mistura de 27% de etanol na gasolina, o aumento estimado é de 25 a 26 centavos por litro.
Implicações para o Transporte e a Economia
A medida afeta diretamente o transporte de pessoas e cargas, impactando aplicativos de transporte, entrega de alimentos e medicamentos. A alta nos combustíveis também acarreta um aumento generalizado nos preços, afetando a inflação e o orçamento das famílias. O governo argumenta que a desoneração do diesel será mantida até o final do ano, mas a situação permanece delicada, com a necessidade de redução de gastos públicos, o que não tem sido observado.
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Cenário Delicado para o Agronegócio
O cenário econômico também impacta o agronegócio. Embora o ano tenha sido positivo para a cana-de-açúcar, as chuvas excessivas em março podem afetar a safra. A previsão é que a chuva precise diminuir para que a cana tenha tempo de sol e a conversão de sacarose em açúcar ocorra adequadamente. O início da safra no Centro-Sul está previsto para a segunda quinzena de março e abril.
Em resumo, a situação é complexa e exige ajustes tanto por parte do governo, na busca por redução de despesas, quanto por parte da população, que precisa reorganizar seus orçamentos. A falta de medidas efetivas para conter o aumento de custos gera uma situação preocupante para todos os setores da economia.