Ouça a coluna ‘CBN Economia’, com Nelson Rocha Augusto
Após um período de instabilidade gerado pela decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia, os mercados europeus demonstraram uma notável recuperação. As bolsas de valores de Londres, Milão e Paris registraram aumentos superiores a 0,5%, sinalizando um retorno à confiança dos investidores.
A Reação Imediata e a Surpresa do Brexit
A recuperação rápida das bolsas europeias pode ser atribuída, em parte, à velocidade com que elas haviam caído. A decisão do Brexit pegou muitos de surpresa, já que as pesquisas indicavam um equilíbrio entre os que queriam sair e os que preferiam permanecer na União Europeia, com uma leve inclinação para a permanência.
Intervenção das Autoridades Monetárias
Um fator crucial para a recuperação foi a ação rápida das autoridades monetárias, tanto europeias quanto de outras partes do mundo, como os Estados Unidos. Essas autoridades anunciaram a injeção de liquidez no sistema financeiro, buscando minimizar o impacto do Brexit no restante da Europa. Essa medida foi bem recebida pelos agentes econômicos, contribuindo para a normalização gradual e a recuperação dos preços das empresas.
Leia também
O Impacto a Longo Prazo e a Calma nos Mercados
Outro ponto importante é o entendimento de que, embora a União Europeia deseje uma resolução rápida para a saída do Reino Unido, o processo de negociação pode levar de dois a cinco anos. Isso diminui a percepção de um impacto imediato nas empresas, aliviando as tensões nos mercados e permitindo uma recuperação mais consistente.
Para o Brasil, a recuperação europeia é de grande importância, já que a União Europeia é um dos principais parceiros comerciais do país, depois da China. A retomada da atividade econômica na Europa cria condições favoráveis para que o Brasil continue a impulsionar suas exportações e a buscar a recuperação de sua própria economia.