Ouça a coluna ‘CBN Educação Para a Vida’, com o professor João Roberto de Araújo
Setembro Amarelo: um alerta para a prevenção do suicídio
O desafio do enfrentamento às adversidades
Casos recentes de suicídio trouxeram à tona a necessidade urgente de discutir o enfrentamento às dificuldades da vida. Muitas vezes, diante de situações adversas, pessoas optam por desistir, escancarando as fragilidades humanas e a necessidade de um olhar mais atento e cuidadoso para com a saúde mental.
Prevenção e educação: preparando a mente para os desafios
A prevenção ao suicídio passa por um trabalho conjunto de educação e preparação para lidar com as adversidades. Assim como os meninos espartanos eram treinados para enfrentar o frio, nossas mentes precisam ser fortalecidas para enfrentar os desafios da vida. Mentes superprotegidas, acostumadas ao conforto, desenvolvem um limiar tênue entre força e fragilidade, tornando-as mais vulneráveis. É fundamental estimular o enfrentamento de dificuldades, mas também estar atento ao estado psicológico, principalmente de crianças e adolescentes, identificando mudanças de comportamento como redução de interesse, comportamentos inconvenientes e uso de drogas.
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Fortalecendo laços e cultivando a empatia
O fortalecimento das dimensões subjetivas, como a amizade, o amor familiar e a solidariedade, é crucial na prevenção ao suicídio. Desenvolver a capacidade de cooperação e empatia é um antídoto para o desespero e a violência. A escola e a família têm um papel fundamental na identificação precoce de sinais de sofrimento e na promoção de um ambiente acolhedor e de apoio.
Em suma, a prevenção ao suicídio requer uma abordagem multifacetada, que contemple a preparação para lidar com as adversidades, a atenção à saúde mental e o fortalecimento dos laços sociais. A solidariedade e a empatia são armas poderosas contra o desespero e a violência, sendo essenciais para construir uma sociedade mais resiliente e humana.



