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Como administrar a pressão e as grandes responsabilidades?

Estrela da ginástica, Simone Biles, desistiu de competir para cuidar da saúde mental; ouça o comentário de Danielle Zeoti
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Estrela da ginástica, Simone Biles, desistiu de competir para cuidar da saúde mental; ouça o comentário de Danielle Zeoti

Estrela da ginástica, Simone Biles, desistiu de competir para cuidar da saúde mental; ouça o comentário de Danielle Zeoti

A pressão por excelência no esporte de alto rendimento é imensa. Atletas olímpicos, representando seus países, carregam o peso das expectativas de um mundo inteiro. Recentemente, casos como o da ginasta Simone Biles, que desistiu das competições priorizando seu bem-estar emocional, e da tenista que se despediu do torneio após um período de depressão, trouxeram à tona a importância da saúde mental no esporte de elite.

A saúde mental no esporte de alto rendimento

A psicóloga Dani Lzeote destaca a necessidade de preparo psicológico, tão importante quanto o preparo físico. Atletas de alto nível são treinados para vitórias e derrotas, mas a pressão emocional muitas vezes é negligenciada. A decisão corajosa de Simone Biles expôs a fragilidade dos atletas e a busca por explicações clínicas, em vez de psíquicas, para justificar sua desistência.

O impacto da pressão e a importância do autoconhecimento

Dani Lzeote ressalta que a reação de espanto diante da decisão de Biles demonstra a falta de compreensão sobre a saúde mental. Comparando com uma lesão física, a psicóloga enfatiza a necessidade de repouso e recuperação para a saúde mental, tão importante quanto para o corpo. A ginasta, ao reconhecer seus limites e externalizá-los, demonstrou um autoconhecimento vasto e admirável.

A necessidade de mudança cultural

A especialista aponta dois fatores que contribuem para a estranheza em relação à saúde mental no esporte: a desumanização dos atletas, vistos como heróis imbatíveis, e a falta de introjeção completa do valor da saúde mental na sociedade. Apesar do aumento das discussões sobre o tema, a saúde mental ainda não tem o mesmo peso que a saúde clínica, mostrando a necessidade de uma mudança cultural mais profunda. Precisamos incorporar a saúde mental no nosso dia a dia, não apenas discuti-la, para que possamos valorizá-la verdadeiramente e cuidar dela com a mesma atenção que dedicamos à nossa saúde física.

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