Psicóloga Danielle Zeoti lembra que o autor do crime já tinha dado vários indícios sobre o ataque; ouça o ‘CBN Comportamento’
O CBN comportamento de hoje trouxe uma reflexão sobre os transtornos mentais que podem causar tragédias. Um adolescente, em São Paulo, invadiu uma escola armado com uma faca, ferindo várias pessoas e matando uma professora. A psicóloga Daniela Zeotti comenta o caso.
A Escola como Ambiente Seguro?
A escola é um ambiente que deve ser seguro, mas reforçar medidas de segurança, como detectores de metais, é necessário. Entretanto, a realidade econômica do país dificulta a implementação dessas medidas em escolas públicas. A educação, a psicoeducação e a conscientização da sociedade são fundamentais para a prevenção de tragédias.
Sinais de Alerta e Transtornos de Personalidade
O adolescente planejou o ataque por anos, deixando sinais em redes sociais e em uma carta. Ele apresentava indícios de um transtorno de personalidade antissocial, como maltratar animais, envolvimento em brigas e problemas de comportamento na escola. A psicóloga destaca a importância da observação de comportamentos de alerta, tanto em adolescentes agitados quanto em adolescentes isolados e quietos. Crianças e adolescentes que se isolam, têm poucos amigos ou amigos virtuais, merecem atenção especial. É crucial observar suas publicações e interações online.
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Ações Preventivas e Responsabilidade Coletiva
A especialista enfatiza que ameaças devem ser levadas a sério. Pais, professores, vizinhos e a comunidade devem estar atentos e agir. O Conselho Tutelar deve ser acionado em casos de suspeita. A negligência e a falta de intervenção podem ter consequências graves. É preciso uma ação coletiva, onde todos se responsabilizam pela segurança e bem-estar das crianças e adolescentes. O pedido de ajuda, muitas vezes expresso através de comportamentos agressivos ou ameaçadores, precisa ser reconhecido e respondido com intervenção profissional.
A discussão sobre este caso reforça a necessidade de uma atenção constante às crianças e adolescentes, buscando identificar sinais de alerta e promovendo ações preventivas para evitar tragédias futuras. A responsabilidade é compartilhada entre família, escola e comunidade, exigindo vigilância e intervenção precoce.