TSE decidiu proibir, nesta semana, o uso das IAs nas campanhas eleitorais; Eduardo Soares fala sobre o impacto dessa tecnologia
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proibiu o uso de inteligência artificial (IA) nas eleições municipais de 2024 para combater a desinformação. A decisão impacta não só os candidatos, mas também profissionais de criação de campanhas publicitárias.
Desafios da fiscalização
A IA está tão integrada ao cotidiano que identificar seu uso em imagens, textos e áudios é complexo. A ausência de leis específicas sobre IA em propaganda torna a fiscalização ainda mais difícil. A principal preocupação do TSE é impedir a criação de notícias falsas, tarefa facilitada pelas capacidades da IA.
Práticas questionáveis
A linha tênue entre práticas tradicionais e o uso de IA gera incertezas. Alterações na velocidade de áudios, manipulação de imagens em santinhos de candidatos e outras técnicas já existentes podem ser confundidas com o uso de IA. A fiscalização dependerá da denúncia de candidatos concorrentes, abrindo espaço para disputas judiciais.
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Impacto nas eleições
Embora estudos indiquem que a IA dificilmente altera o resultado eleitoral, seu uso para criar fake news pode enfraquecer a militância de um candidato, afetando sua campanha. A disseminação de conteúdo falso em plataformas como o WhatsApp torna a identificação dos responsáveis ainda mais desafiadora. A IA, portanto, representa um novo nível de desafio para a propagação de desinformação eleitoral, exigindo vigilância constante.
Apesar dos esforços para regular o uso da IA, sua capacidade de manipulação de conteúdo audiovisual e textual permanece uma preocupação. A tecnologia, contudo, também oferece ferramentas positivas para a criação de campanhas, e o desafio está em equilibrar seu uso ético e responsável.