Colocar um plano de carreira no papel é um passo importante, mas insuficiente se ele não sair da teoria. No primeiro Carreiras e Lideranças de 2026, o professor David Forli Inocente explicou como transformar o planejamento profissional em ações concretas ao longo do ano.
Segundo ele, o começo do ano é decisivo para evitar a procrastinação e criar rotinas que sustentem o crescimento profissional no médio e longo prazo.
Por que planos de carreira costumam ficar só no papel
De acordo com o professor, a procrastinação não está ligada à falta de caráter ou de força de vontade, mas ao funcionamento natural do cérebro, que busca conforto e evita mudanças.
“O cérebro vai tentar te boicotar. Cada vez que você tiver organizando atividades [novas], ele vai tentar te levar para um lugar quentinho, onde ele sabe que você gosta de ficar. Então é muito importante você conseguir encontrar ganchos mentais que te ajudem a superar esse tipo de conforto”, alerta.
Por isso, apenas definir metas, como fazer uma graduação, uma pós, aprender um novo idioma ou buscar uma promoção não garante que elas se concretizem.
Leia também
Dividir grandes objetivos em pequenas ações práticas
Uma das principais orientações é fracionar metas grandes em tarefas menores e executáveis. Isso reduz a sensação de sobrecarga e facilita a ação no dia a dia.
Se o objetivo for iniciar uma graduação, por exemplo, os primeiros passos podem incluir:
- pesquisar cursos disponíveis;
- avaliar valores e formas de pagamento;
- analisar a compatibilidade com a rotina atual;
- definir prazos para cada decisão
“Primeiro é fazer uma pesquisa. Depois você vai marcar na sua agenda, ‘até dia tal eu vou tomar esta atitude e após isso eu vou tomar aquela outra atitude’. Então você faz um cronograma para os fatos do seu plano e começa a executar.”, destaca o colunista.
A importância do monitoramento mensal do plano de carreira
O acompanhamento periódico é apontado como essencial para manter o controle do processo. O professor recomenda uma avaliação mensal, sempre no fim do mês.
Nesse momento, vale responder perguntas como:
- o que consegui avançar neste mês?
- quais ações ficaram pendentes?
- o que precisa ser reorganizado para o mês seguinte?
“Deixar as coisas soltas te dá uma percepção pessoal de descontrole das suas atividades e ninguém quer se sentir assim. Queremos saber o que está acontecendo, queremos da direção para as coisas que tem a ver com o nosso desenvolvimento profissional”, ressalta.
Celebrar pequenas conquistas ajuda a manter a motivação
Além da disciplina, o professor destaca a importância de reconhecer avanços, mesmo que pequenos. Celebrar etapas concluídas ajuda a manter o engajamento ao longo do tempo.
“É importante ir celebrando pequenas conquistas. Comemorar um pouco isso, tomar um café, se dar um presente, alguma coisa que te leve esse objetivo que você está buscando e de uma maneira leve”, orienta.
Todo esse processo precisa ser perpetuado ao longo do ano com perseverança para manter-se focado, alcançar os objetivos programados e até mesmo almejar coisas ainda maiores.